O livro faz parte do Projeto Carcarás, que tem como objetivo publicar contos que trazem a verdadeira essência do nordeste, escrito pelos próprios nordestinos. G.G. Diniz é uma escritora cearense, moradora de Fortaleza.
A pequena cidade de Cedrinho, no interior do Ceará, era tranquila e já havia sido um local seguro, mas algumas coisas fizeram com que tudo isso mudasse. Mas. após perceber que as terras eram prósperas, o Coronel Gomes enviou seu filho Luís Felipe para controlar a população dali, sob ameaça e coleiras. Essas coleiras ajudavam os capangas a manter a população sob controle e evitar revoltas. Mas, no meio deles havia uma pessoa que não possuía essa coleira: Heloísa, a única médica na cidade. Após a chegada de duas fugitivas de outra região, as coisas começam a mudar.
Morte matada é uma história rápida, sem muitos rodeios. Bem ambientada e com um trama muito bem construída, explora temas como exploração da mão-de-obra humana, liberdade e devastação do meio ambiente. Em um futuro distópico as pessoas são controladas pelo coronelismo e acorrentadas por coleiras controladas digitalmente.
Sem dúvida, vale a pena dar uma chance a esse estilo diferente, e assim conhecer mais sobre o sertãopunk. E é sempre bom incentivar os escritores nacionais!