The Yellow Wall-Paper, Herland, and Selected Writings -

    Charlotte Perkins Gilman

    Penguin Books
    2009
    400 páginas
    13h 20m
    ISBN-10: 014310585X

    A collection of the groundbreaking feminist writer's most famous works, with a thought-provoking introduction by bestselling author Kate Bolick Wonderfully sardonic and slyly humorous, the writings of landmark American feminist and socialist thinker Charlotte Perkins Gilman were penned in response to her frustrations with the gender-based double standard that prevailed in America as the twentieth century began. Perhaps best known for her chilling depiction of a woman's mental breakdown in her unforgettable 1892 short story 'The Yellow Wall-Paper', Gilman also wrote Herland, a wry novel that imagines a peaceful, progressive country from which men have been absent for two thousand years. Both are included in this volume, along with a selection of Gilman's major short stories and her poems. New York Times bestselling author Kate Bolick contributes an illuminating introduction that explores Gilman's fascinating yet complicated life. For more than seventy years, Penguin has been the leading publisher of classic literature in the English-speaking world. With more than 1,700 titles, Penguin Classics represents a global bookshelf of the best works throughout history and across genres and disciplines. Readers trust the series to provide authoritative texts enhanced by introductions and notes by distinguished scholars and contemporary authors, as well as up-to-date translations by award-winning translators.

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    Fabio Junqueira24/01/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    " A Loucura da Fragilidade"

    O conto "O Papel de Parede Amarelo", escrito pela novelista, poetiza e ativista feminista, Charlotte Perkins Gilman, foi publicado pela primeira vez em 1892, é considerado um dos precursores da literatura feminista Norte Americana, e figura na lista de contos mais influentes da história. Escrito em primeira pessoa em forma de diário, Perkins, nos entrega um conto lacônico de terror psicológico com evidentes tons biográficos, que transmitem indignação e angustias, e evidencia o papel feminino dentro de uma relação matrimonial repleta de abusos e intensos conflitos, além dos conceitos sociais visivelmente retrógrados, inaugurados no fim do século XIX início do século XX. "Papel de Parede Amarelo", nos conta as inquietudes de uma mulher com a saúde mental debilitada, diagnosticada com depressão nervosa, que, na época era amplamente tratada como "histeria" feminina, e que, forçada pelo marido, (que também era seu médico) a se isolar em uma casa no campo, limita as atividades físicas e intelectuais da conjugue, privando-a até mesmo da rotina doméstica. Durante a "reclusão" em um quarto que possui um papel de parede que dá o título a obra, a mulher em visível estado confusional, escreve escondido do marido, um diário, e anota em suas folhas, todos seus devaneios e delírios, e principalmente sua obsessão pelo papel de parede infantil de cor amarela, o qual enxerga alucinações de todos os tipos, que a atormentam durante toda a narrativa. Repleto de simbolismos e ambiguidades, "O Papel de Parede Amarelo", é uma obra de cunho extremamente proselitista, que foi elaborado para colidir com as convenções sociais da época que impunham à mulher a submissão, e claro, a conduzir o leitor e a uma reflexão sobre as mazelas sociais, e também sobre a pouca atenção dedicada a saúde mental feminina no início do século no qual fora composto. "O Papel de Parede Amarelo" é uma prosa sociológica, de caráter feminista, repleto de sutilezas, onde a autora, com sucesso aborda o tema proposto, utilizando de subterfúgios que não deformam a estética ou o argumento, mas, que, em perfeita consonância, resultam em um texto de alta qualidade literária, sob medida, que chega a evocar em muitos momentos a escrita do mestre Edgar Allan Poe. Em suma, "O Papel de Parede Amarelo" é um texto sinestésico e sensorial, que brinca com o humor sarcástico, e que nos conduz a um mundo "cinza" repleto de delírios, e ilusões, e nos obriga a pensar, sobretudo a tentar enxergar o interior daqueles que sofrem e que são acometidos pelas privações da alegria e do prazer, que irremediavelmente leva até os mais sãos à loucura. Obs. Tenho obrigação de alertar que, o conto é repleto de gatilhos e aborda temas sensíveis, mas que estão em perfeita harmonia com aproposita da autora em conduzir o leitor a um labirinto insultuoso e a um final surpreendente.

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