Eficiência Mental E Outros Conselhos -

    Arnold Bennett

    Auster
    2019
    92 páginas
    3h 4m
    ISBN-13: 9786580136117
    Português Brasileiro

    Por que nenhum especialista em eficiência mental aparece para nos mostrar como fazer nossas mentes executarem todo o trabalho de que são capazes? Se é possível conceber um programa de tratamento para o corpo, então também pode-se conceber um programa de tratamento para a mente. Talvez assim possamos pôr em prática algumas daquelas ambições que todos nós nutrimos quanto à utilização, no nosso tempo livre, dessa máquina maravilhosa que deixamos apodrecer dentro do crânio. Temos o anseio de nos aperfeiçoar, mas algo nos impede. É, em primeiro lugar, a falta de força de vontade — não a vontade de começar, mas a de continuar; e, em segundo lugar, um aparato mental que está fora de forma, “sem fôlego” por conta do abandono completo. A solução, portanto, se resume em duas partes: o cultivo da força de vontade e o treinamento do aparato mental.

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    Saulo Nascimento Laurentino29/04/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Consciência de si...

    "...Uma coisa muito útil e interessante de se ter em mente é que uma pessoa nunca sabe que impressão está causando nas outras. Alguém pode, de vez enquanto, adivinhar com razoável clareza se essa impressão é boa, má ou indiferente - (alguns deixam tudo tão claro que praticamente informam os outros a respeito) -, mas não é isso que quero dizer. Quero dizer muito mais do que isso. Quero dizer que nós não temos uma auto-imagem mental que corresponda à imagem mental que a nossa personalidade cria na cabeça dos nossos amigos. Nunca lhe ocorreu que há um sujeito misterioso andando por aí, pelas ruas, indo à casa das pessoas para tomar um chá, conversar, se divertir, falar mal de alguém, discutir, e que todos os seus amigos o conhecem e há muito já o compreenderam e chegaram a conclusões definitivas sobre ele, sem que lhe tenham dito uma única palavrinha a respeito dele -- e que esse sujeito é Você?! Imagine-se entrando em uma sala de estar em que você mesmo estivesse tomando um chá; acha que seria capaz de reconhecer você mesmo como uma individualidade? Será que seria capaz de pensar consigo, como pensam consigo mesmas as outras pessoas que são interrompidas em salas de estar por novos visitantes, "quem é esse camarada"? Parace meio estranho... Seu primeiro julgamento seria ligeiramente hostil!"

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