A graphic novel mais recente de "Bloodborne" foi, por si só, uma loucura, com pontos positivos e negativos durante toda a história.
A trama se inicia com um viajante desconhecido que decide desertar do exército e, ao invés de continuar sendo um militar, escolhe ir até Yharnam, buscando conhecimentos proibidos que se escondem neste terrível distrito. Mas o que ele descobrirá está além da compreensão de qualquer ser humano...
Mesmo que toda a história de "Bloodborne" esteja enraizada nos mitos criados por H. P. Lovecraft e seu horror cósmico, acredito que esta seja a graphic novel que melhor representa a proposta lovecraftiana, principalmente porque acompanharemos um protagonista entrando em uma espiral de loucura que faz com nós, leitores, nos perguntemos sobre o que é real e o que é apenas um delírio.
Apesar de amar o horror cósmico e a idéia do autor brincar com a dicotomia do que é sensato e do que é insanidade, eu achei esta trama extremamente confusa. Entendo que foi a intenção de Kot, mas gostaria de ver algo mais assustador e, talvez, menos lúdico, já que o volume anterior já utiliza muitas metáforas e analogias. Ainda assim, gostei do conceito apresentado e da maneira como o pesadelo que é Yharnam foi mostrado, como algo praticamente onipresente e onisciente.
A arte de Kowalski é o ponto alto desta graphic novel: misturando fundos mais borrados com traços firmes destacando os personagens, eu amo a forma como o artista consegue imprimir, em suas ilustrações, toda a atmosfera bizarra e sinistra que é tão característica de "Bloodborne".
Finalizei esta leitura refletindo sobre os muitos questionamentos que o autor buscou despertar no leitor (inclusive, sinto que ele tenta fazer o leitor refletir bastante em todos os volumes - alguns funcionando mais do que outros); porém, o que mais me chamou a atenção foi o trabalho sensacional do artista: com certeza, Piotr Kowalski entrou na minha lista de ilustradores favoritos, e quero continuar acompanhando suas ilustrações lindas, com cores pontuais e cenários deslumbrantes.
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