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    Eu o Supremo - Yo el Supremo

    Augusto Roa Bastos

    Paz e Terra
    1977
    389 páginas
    12h 58m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.5
    11 avaliações
    Leram25Lendo6Querem194Relendo0Abandonos4Resenhas2
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    "Eu, O Supremo" (Yo el Supremo /1974) converteu-se numa das novelas emblemáticas sobre a figura do 'dictador perpetuo de la República de Paraguay', José Gaspar Rodríguez de Francia, «El Supremo», que governou o país com mão de ferro durante 25 anos desde o primeiro ano de sua independência, em 1811. Para o público, o retrato de Rodríguez de Francia era tacitamente o do ditador Alfredo Stroessner, e por isso o romance esteve proibido durante muitos anos no Paraguai. |...| [Wikipedia]: 'Yo el Supremo es una novela del escritor paraguayo Augusto Roa Bastos, publicada en 1974, cuando Roa todavía vivía exiliado en Buenos Aires. Se la considera una de las obras cumbre de la literatura en español. Destaca especialmente por su construcción literaria y el juego morfológico-sintáctico que posee, además de la utilización matizada de elementos históricos y ficticios para el desarrollo de la narración. Esta se desenvuelve a través de una sola voz protagonista. El resto de voces son visiones y puntos de vista históricos del mismo autor. Por ello, cuando Roa habla de «Yo el Supremo», hace referencia a sí mismo en la perspectiva del dictador. Como «El Supremo», era conocido el abogado, revolucionario y dictador perpetuo de la República de Paraguay, José Gaspar Rodríguez de Francia, quien gobernó primero en triunvirato en 1811, en consulado a partir de 1813, y como magistratura unipersonal desde 1816 hasta su fallecimiento, acaecido en 1840. La novela refleja los aspectos más negativos de su mandato. Es una obra demandante, pues en ella se subrayan la injusticia y la dureza del dictador. Yo el Supremo constituye una lúcida reseña histórica de la vida política del dictador supremo paraguayo a lo largo de sus veintiséis años de mandato, en los que se fraguó un mundo de injusticia, explotación, racismo, penurias, persecución y muerte; así como un sentimiento popular escindido entre el deseo de rebelión y el estoicismo perseverante. La obra destaca por ofrecer una visión más realista de lo habitual en el género de la "novela de dictador" latinoamericana. Retrata la figura de Rodríguez de Francia sin demonizarla, con datos verosímiles. Supone un claro ataque al autoritarismo, una denuncia de la represión que se vivió en el país y una crítica al poder. Se relata la historia del doctor Francia desde el punto de vista de las víctimas de su régimen, sirviéndose de las anotaciones recabadas en su Cuaderno privado. A lo largo de sus páginas aparece el mundo irreal en que vivió José Gaspar Rodríguez de Francia, cuyo poder alejó a la naciente república de las libertades y acabó con la población criolla y peninsular'.

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    Gisele Milare28/03/2021Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Eu O Supremo

    Sobre o ditador paraguaio José Gaspar Rodrígues de Francia, o livro traz referências históricas e culturais. Escolhi esse livro para minha meta de leitura para 2021, que é ler um livro de cada país do continente americano. Foi a escolha para o Paraguai.

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    Augusto Antonio Roa Bastos profile picture

    Augusto Antonio Roa Bastos

    Augusto Roa Bastos (13 de junho de 1917, Asunción - 26 de abril de 2005, id.). Escritor, jornalista, dramaturgo, poeta e roteirista paraguaio, conhecido nas áreas do ensaio, do guionismos e do romance. São-lhes concedidas diversos reconhecimentos públicos pelo mérito, originalidade e qualidade da sua obra, entre os quais o "Concours International de Romans Losada" (1959), o "Prix du Memorial de America Latina" (1988) e é distinguido com o Prêmio Miguel de Cervantes em 1989. Está traduzido em cerca de 25 línguas. "Eu, O Supremo" (Yo el Supremo /1974) converteu-se numa das novelas emblemáticas sobre a figura do 'dictador perpetuo de la República de Paraguay', José Gaspar Rodríguez de Francia, «El Supremo», que governou o país com mão de ferro durante 25 anos desde o primeiro ano de sua independência, em 1811. Para o público, o retrato de Rodríguez de Francia era tacitamente o do ditador Alfredo Stroessner, e por isso o romance esteve proibido durante muitos anos no Paraguai. Nascido em 1917 em Assunção, Roa Bastos passou a infância num engenho de açúcar de Iturbe, no Guairá, onde seu pai trabalhava. A mãe o iniciou nas letras através das leituras em castelhano da Bíblia e de William Shakespeare, e na arte da narração através de lendas indígenas contadas em guarani. A Guerra do Chaco entre Paraguai e Bolívia (1932-35) --da qual participou como assistente de enfermaria-- foi uma das experiências que o marcariam para sempre, pela brutalidade das lutas. Ao finalizar o conflito, ingressou no jornal "El País" de Assunção, do qual chegou a ser chefe de redação e correspondente em Londres depois da Segunda Guerra Mundial. A seqüência de golpes e ditaduras que viveu seu país o obrigaram, em 1947, a se exilar em Buenos Aires, onde trabalhou como empregado de uma seguradora. Outro golpe, o dos militares argentinos, obrigou-o, em 1976, a fazer novamente as malas para instalar-se em Toulouse (França), onde começou a ensinar literatura e guarani na Universidade Le Mirail. Depois de uma breve viagem a seu país em 1982, a ditadura do general Alfredo Stroessner (1954-1989) privou-o da cidadania paraguaia. Por esse motivo não pôde regressar à sua terra até a queda do ditador. Roa Bastos também se destacou como roteirista e autor em sua passagem pelo cinema na Argentina. Foi o roteirista do filme com Isabel Sarli "El Trueno entre las Hojas" e "Castigo al Traidor". Sua crítica à opressão e à fidelidade ao ideal de um compromisso social nunca o levaram a optar por um partido político, exceto durante uma curta passagem pelo Partido Encontro Nacional (PEN, social-democrata) durante a transição política paraguaia pós-Stroessner.

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    Distrito capital, Paraguay

    Augusto Antonio Roa Bastos