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    Um conto de duas cidades -

    Charles Dickens

    Principis
    2020
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9786550970383
    Português Brasileiro
    4.1
    369 avaliações
    Leram480Lendo86Querem872Relendo1Abandonos59Resenhas88
    Favoritos42Desejados872Avaliaram369

    "Um Conto de Duas Cidades" é um livro de aventura, romance e tragédia a serviço da crítica social. A Obra é inspirada no livro História da Revolução Francesa, do historiador Thomas Carlyle, na qual Dickens faz um retrato das sociedades inglesa e francesa no período antecedente a Revolução Francesa, abordando o impacto das pessoas de todas as camadas sociais: O Aristocrata, O Burguês, O camponês, O malandro, o vagabundo.

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    Pedro Henrique De Oliveira picture
    Pedro Henrique De Oliveira22/08/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha de "Um Conto de Duas Cidades"

    Publicado pela primeira vez em 1859 e, desde então, tendo vendido mais de 200 milhões de cópias, “Um Conto de Duas Cidades” foi escrito pelo renomado autor Charles Dickens. Na trama, tem-se a história da família Manette, composta por Alexandre, um inteligente médico, o qual ficou 15 anos preso na prisão de Bastilha, Lucie, sua filha e Charles Darnay, marquês francês. Nesse contexto, acompanhamos como a vida dessa doce família será atormentada pelo violento período da revolução francesa e os seus consequentes anos de terror. Em primeiro plano, com uma narrativa descritiva, a história tem um início sereno e um pouco confuso. Apesar disso, por meio do ótimo uso de palavras de Dickens, o qual consegue gerar uma gama incrível de sentimentos com sua escrita, o livro consegue, conforme as páginas, ambientar o leitor nas profundidades da obra, as quais, a cada capítulo, tornam-se mais intensas e instigantes. Como consequência, mesmo com o fato de as 100 primeiras páginas terem sido desenvolvidas de forma devagar e pouco chamativa, a partir do segundo terço da obra, a história passa a oferecer uma grata e surpreendente surpresa, que, no destrinchar de suas consequências finais, consegue arrebatar qualquer um de seu estado comum. Em segundo plano, superado o elemento da escrita, deve ser abordada a extraordinária história da obra. Nesse contexto, por meio de uma crescente tensão nos acontecimentos, a trama consegue dar intensidade e sensação de emergência à leitura. Em adição, tem-se personagens com dilemas tangíveis, alguns, os quais demonstram um sofrimento heroico, outros, com um processo de redenção, os quais apenas aumentam a imersão literária. Dessa forma, com um fim incrível, o livro deixa marcas memoráveis no leitor. “Um Conto de Duas Cidades” é um livro que, apesar de começar de maneira pouco convidativa, consegue cativar e emocionar o leitor no decorrer de suas páginas, de forma a deixar um final espetacular e memorável. Nota: 8,8 Instagram: @aprendilendo_

    72 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 369
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
    Charles John Huffam Dickens profile picture

    Charles John Huffam Dickens

    Charles John Huffam Dickens foi o mais popular dos romancistas da era vitoriana e contribuiu para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. A fama dos seus romances e contos pode ser comprovada pelo fato de todos os seus livros continuarem a ser editados. Entre os seus maiores clássicos destacam-se "Oliver Twist", "A Christmas Carol" e "David Copperfield". Dickens era filho de John Dickens e de Elizabeth Barrow. Educado por sua mãe, tomou gosto pelos livros. Durante três anos freqüentou uma escola particular. Contudo o seu pai foi preso por dívidas e, ainda adolescente, Dickens teve que trabalhar em uma fábrica que produzia graxa para sapatos. Alguns anos depois, a situação financeira da família melhorou, graças a uma herança recebida pelo pai. Mas sua mãe não permitiu que ele saísse logo da fábrica, o que fez com que Dickens não a perdoasse por isso. As más condições de trabalho da classe operária tornar-se-iam um dos temas recorrentes da sua obra. Em 1827, Dickens começou a trabalhar em um cartório. Apaixonado pela filha de um banqueiro, Maria Beadnell, suportou a desaprovação do romance pelos pais da moça, que acabou se tornando indiferente a ele. Em 1832 conseguiu um emprego como repórter no jornal "Morning Chronicle". Passou a publicar crônicas humorísticas sob o pseudônimo de Boz, reunidas mais tarde como "Esboços feitos por Boz". Com isso Dickens ganhou espaço no jornal para apresentar os capítulos de "As Aventuras do Sr. Pickwick", que estabeleceu o seu nome como escritor. A 2 de Abril de 1836 Dickens se casou com Catherine Hogarth., com quem teve dez filhos. Dois anos depois começou a divulgar, em folhetins semanais, "Oliver Twist" onde, pela primeira vez, apontava os males sociais da era vitoriana. O romance era ilustrado por Cruikshank. Em 1838, Dickens escreveu "Vida e Aventura de Nicholas Nickleby", e, depois, "Loja de Antiguidades" (1840), "Barnaby Rudge" (1841) e "Martin Chuzzlewitt" (1843/44), escrito após uma viagem aos Estados Unidos. Em 1843, publicou o seu mais famoso livro de Natal, "A Christmas Carol", ao qual se seguiriam outros, como "The Chimes" (1844), que escreveu durante uma viagem a Gênova e "O Grilo da Lareira" (1845). Em 1849 publicou um de seus mais conhecidos romances, "David Copperfield", inspirado em grande parte, na sua própria vida. Aos poucos sua obra se tornou mais crítica em relação às instituições inglesas. Seguem esta linha os seus livros "Assim São Dombey e Filho" (1847), "A Casa Sombria" (1852) e "Tempos Difíceis". Dickens separou-se da sua mulher em 1858. A causa da separação teria sido a atriz Ellen Ternan, que acompanhou o escritor até ao final dos seus dias, apesar de a união nunca ter sido reconhecida oficialmente. Dickens escreveu ainda "História de Duas Cidades" (1859), "Grandes Esperanças" (1861) e "Nosso Amigo Comum" (1864). Nos últimos anos de sua vida iniciou o livro "O Mistério de Erwin Drood", mas morreu antes de concluí-lo.

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    Hampshire, Inglaterra

    Charles John Huffam Dickens