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    Yo el Supremo (Colección: Letras Hispánicas) -

    Augusto Roa Bastos

    Cátedra
    1998
    616 páginas
    20h 32m
    ISBN-10: 8420421790
    Espanhol
    4.1
    8 avaliações
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    En lo que casi es un género dentro de la narrativa hispanoamericana, la novela del Dictador (que comprendería títulos como El otoño del patriarca o El señor presidente), Yo el Supremo del paraguayo Roa Bastos, destaca con fuerza propia. Obra de expansión, tejida con materiales verbales de mil fuentes, flotante en un juego maestro de intertextualidad, sostiene increíblemente la tensión narrativa de la primera a la última página. La conjunción del componente indígena guaraní con el castellano, junto con la asimilación de los recursos de la narrativa más moderna, están en la raíz de la singularidad de esta quizá-novela, que Alejo Carpentier calificó de obra maestra.

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    Augusto Antonio Roa Bastos

    Augusto Roa Bastos (13 de junho de 1917, Asunción - 26 de abril de 2005, id.). Escritor, jornalista, dramaturgo, poeta e roteirista paraguaio, conhecido nas áreas do ensaio, do guionismos e do romance. São-lhes concedidas diversos reconhecimentos públicos pelo mérito, originalidade e qualidade da sua obra, entre os quais o "Concours International de Romans Losada" (1959), o "Prix du Memorial de America Latina" (1988) e é distinguido com o Prêmio Miguel de Cervantes em 1989. Está traduzido em cerca de 25 línguas. "Eu, O Supremo" (Yo el Supremo /1974) converteu-se numa das novelas emblemáticas sobre a figura do 'dictador perpetuo de la República de Paraguay', José Gaspar Rodríguez de Francia, «El Supremo», que governou o país com mão de ferro durante 25 anos desde o primeiro ano de sua independência, em 1811. Para o público, o retrato de Rodríguez de Francia era tacitamente o do ditador Alfredo Stroessner, e por isso o romance esteve proibido durante muitos anos no Paraguai. Nascido em 1917 em Assunção, Roa Bastos passou a infância num engenho de açúcar de Iturbe, no Guairá, onde seu pai trabalhava. A mãe o iniciou nas letras através das leituras em castelhano da Bíblia e de William Shakespeare, e na arte da narração através de lendas indígenas contadas em guarani. A Guerra do Chaco entre Paraguai e Bolívia (1932-35) --da qual participou como assistente de enfermaria-- foi uma das experiências que o marcariam para sempre, pela brutalidade das lutas. Ao finalizar o conflito, ingressou no jornal "El País" de Assunção, do qual chegou a ser chefe de redação e correspondente em Londres depois da Segunda Guerra Mundial. A seqüência de golpes e ditaduras que viveu seu país o obrigaram, em 1947, a se exilar em Buenos Aires, onde trabalhou como empregado de uma seguradora. Outro golpe, o dos militares argentinos, obrigou-o, em 1976, a fazer novamente as malas para instalar-se em Toulouse (França), onde começou a ensinar literatura e guarani na Universidade Le Mirail. Depois de uma breve viagem a seu país em 1982, a ditadura do general Alfredo Stroessner (1954-1989) privou-o da cidadania paraguaia. Por esse motivo não pôde regressar à sua terra até a queda do ditador. Roa Bastos também se destacou como roteirista e autor em sua passagem pelo cinema na Argentina. Foi o roteirista do filme com Isabel Sarli "El Trueno entre las Hojas" e "Castigo al Traidor". Sua crítica à opressão e à fidelidade ao ideal de um compromisso social nunca o levaram a optar por um partido político, exceto durante uma curta passagem pelo Partido Encontro Nacional (PEN, social-democrata) durante a transição política paraguaia pós-Stroessner.

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    Distrito capital, Paraguay

    Augusto Antonio Roa Bastos