Impressões e análise sobre a "infiltração" do comunismo no Brasil, nas décadas de 40, 50 e 60, por um membro brasileiro da Kominform.
Impressões e análise sobre a "infiltração" do comunismo no Brasil, nas décadas de 40, 50 e 60, por um membro brasileiro da Kominform.

Osvaldo Peralva iniciou sua carreira como militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB). No início dos anos 1950, foi enviado a Moscou para um curso de formação comunista. As experiências dessa viagem e as decepções com o comunismo soviético o levaram a romper com o PCB após as denúncias de Kruschev em 1956, relato que documentou em seu livro "O Retrato". Como jornalista, Peralva foi diretor do jornal "Correio da Manhã" e correspondente da "Folha de S.Paulo" em Tóquio. Após o Ato Institucional Número Cinco (AI-5) em 1968, foi preso pela ditadura militar, compartilhando cela com figuras como Gerardo Melo Mourão, Zuenir Ventura, Ziraldo e Hélio Pellegrino. Foi libertado em 28 de dezembro, mas voltou a ser detido em 7 de janeiro de 1969, após a apreensão de exemplares do "Correio da Manhã" que seriam distribuídos naquele dia.