Você poria a mão no fogo por você mesmo? Você tem suas ações sob domínio amplo e irrestrito da razão? Você tem livre-arbitrio? Você é senhor dos seus atos? Você tem consiência limpa e alma leve para jurar de pés juntos sobre a retidão da sua vida? Cid Kaaplan achava que sim. Até que chegou O Julgamento. "Em "O Conselho - O Julgamento", Rui Werneck de Capistrano chega à perfeição do champanhe seco. Como tal, não faz absolutamente nenhuma concessão. Seu texto, maduro, conciso, mais do que enxuto, não dá margem a qualquer interesse lúdico. Prazer estético de quem lê? NEM PENSAR! Quem passar os olhos que se apaixone. Ademais, foda-se. Werneck chegou ao nirvana do autor: não tem compromisso de agradar ninguém. Ótimo. "O Conselho..." é um vômito de sua alma. Cid Kaaplan e Carlos Pureté são personagens reais. [...] "O Conselho" de Werneck contém o vazio do real aí fora. Não navega em nenhum niverso conhecido, mas é universal por excelência. Chato, árido, não tem importância. O talento fo autor aparece em rápidas pinceladas, aqui e ali. O suficiente. Ao ler "O Conselho..." tive vontade de reescrevê-lo mais de dez vezes. No fim, me dei conta de que este é o princípio da boa arte. Em "O Conselho.." Werneck está muito próximo de sua obra-prima." Éverton Capri Freire (Bloomberg Television - NY)
O Conselho - O julgamento
Rui Werneck de Capistrano
Campanhia das Tretas
1999
111 páginas
3h 42m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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