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    Ruibarbo do Deserto -

    Léo Tavares

    Patuá
    2019
    164 páginas
    5h 28m
    ISBN-13: 9788582978016
    Português Brasileiro
    4.3
    5 avaliações
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    "E depois, a solidão de ser um ruibarbo" e depois as veredas que nos conduzem aos momentos de epifania. Este livro tem um tom profundamente melancólico e isso é de uma ternura imensa. As personagens aqui expostas existem em mundos pautados pela solidão, uma solidão que tem a ver com compreender-se a si. É gente esquecida. Ou que em algum momento da vida se abandonou. É gente perdida nas minúcias do cotidiano. Gente disposta a resvalar para dentro de grandes revelações, prestes a ter seu mundo rompido. Algum narrador lamenta nunca ter conhecido a própria casa, o deserto. Aqui, só resta essa viagem: conhecer o deserto de si. Gays, bichas, mulheres, lésbicas, travestis, pessoas de diversas idades e estratos sociais, carregando conflitos que atravessam o tempo e põem em cheque suas existências plenas, como se dependessem um pouco desse exílio íntimo, de algum esconderijo subterrâneo, como raízes. O ruibarbo do deserto é a única planta do mundo que irriga a si mesma. Se isso não é bonito, não sei o que é, diz algum personagem. Na vertigem que as narrativas apresentam, alguns contos tem um tom mais onírico, outros, um realismo que habita as fraturas do mundo, suas fragilidades. Léo Tavares, além de escritor, é artista, e seu trânsito nas áreas fica evidente em referências à pintura, elementos da antiguidade e algum comentário sarcástico sobre o mundo da arte. O humor está nas frestas. É um livro delicado e intenso, que nos coloca em um exercício perspicaz de compreensão da existência do outro. - Natália Borges Polesso

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