Uma comédia de 500 anos
Calímaco ouve falar da formosura de Lucrécia (uma mulher casada) em Paris, e parte imediatamente para a Florença para conhecê-la.
Mesmo a tendo visto apenas de longe, passa a amá-la, e trama com Ligúrio (amigo e cúmplice) enganar o marido ingênuo (Messer Nícia), para poder conquistá-la.
A peça A Mandrágora é uma comédia escrita durante o Renascimento italiano por Nicolau Maquiavel.
Uma sátira que critica à corrupção da sociedade da época. Considerada a melhor que produziu.
Gostei muito da comédia, me apiedei em alguns momentos da inocência da vítima mas, logo comecei a dar risadas com toda a bobagem que Messer Nícia se submeteu de bom grado.
O mais engraçado foram os três ( Ligúrio, Calímaco e Messer Nícia) discutindo a esterilidade da esposa sem nunca sequer passar pela cabeça deles que o estéril fosse o marido, já que os homens e médicos da época achavam, que se o homem não é impotente, então não pode ser estéril.
A peça é muito bem escrita e me deixou curiosa pelo que iria acontecer até o final. Possui falas bem problemáticas sobre as mulheres, (um retrato da época com certeza) mas, fora isso, a história é bem contada e tenho certeza que daria boas risadas no teatro a vendo encenada.
Ligúrio e Calímaco me fizeram lembrar de João Grilo e Chico tramando conquistar Rosinha
Sei que teve uma montagem encenada por Paulo José e Ney Latorraca nos anos 2000... consigo imaginar Paulo José sendo Messer Nícia e o Ney sendo Ligúrio. Ficaram hilários, com certeza.
Recomendo.