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    O Último Desejo (The Witcher #1) - A saga do bruxo Geralt de Rívia

    Andrzej Sapkowski

    WMF Martins Fontes
    2019
    318 páginas
    10h 36m
    ISBN-10: 854690281X
    Português Brasileiro
    4.2
    15218 avaliações
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    Geralt de Rívia é um bruxo sagaz e habilidoso. Um assassino impiedoso e de sangue-frio treinado, desde a infância, para caçar e eliminar monstros. Seu único objetivo: destruir as criaturas do mal que assolam o mundo. Um mundo fantástico criado por Sapkowski com claras influências da mitologia eslava. Um mundo em que nem todos os que parecem monstros são maus e nem todos os que parecem anjos são bons...

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    Clio picture
    Clio13/07/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Este livro é uma coletânea de contos primeiro vistos em revistas de fantasia e outros tipos de publicações especializadas que não temos no Brasil, mas que ainda são regulares na Europa. Como muitos, meu primeiro contato com o universo Witcher foi através do RPG que de tão bem construído me fez procurar a criação original. São seis contos narrando o cotidiano do Bruxo Geralt, ou melhor dizendo, do caçador de monstros cujo conceito não nos é tão estranho, pois sua própria mitologia faz referência ao Frankenstein de Mary Shelley. Não se engane, o universo criado por Sapkowski pode parecer original aos olhos de quem nunca participou de uma campanha de RPG, contudo os monstros e a própria mitologia são adaptações do folclore europeu. Um exemplo disso é o conto Um Grão de Veracidade em que o autor mistura o clássico A Bela e a Fera com uma variação de vampiros inexistente em terras tupiniquins. Isso não detrata em absoluto a obra; a história é bem conduzida e o tema central não é a apresentação de novos monstros, mas sim a jornada de Geralt. Em nenhum momento, o personagem é retratado como um jovenzinho inexperiente. A proposta do autor é demonstrar como alguém preso entre dois mundos (humano e não-humano) tenta seguir uma ideologia - no caso, o código dos Bruxos. Geralt é alguém com moral, um filósofo bruto formado pelas observações e conhecimento empírico, e ainda assim otimista. Esse é o mote que norteou as produções polonesas - Netflix não foi a primeira a trazer essa saga para as telas - as emoções e a dificuldade em equilibrá-las com a razão. Isso se reflete nas histórias tanto nas batalhas quanto no momento em que a decisão de não participar de tais é apresentada. A escrita de Sapkowski parece variar com seu interesse no que está escrevendo, algumas passagens são belamente retratadas e as partes intimistas são descritivas, algo bem raro hoje em dia. É difícil dizer o quanto da repetição de certos termos são resultado do estilo do autor, de peculiaridades da língua polonesa ou da tradução. A minha edição foi traduzida diretamente do polonês por Tomasz Barcinski e isso é ponto para a editora Martinfontes que fez um bom trabalho na produção, com papel de qualidade e capricho nas capas. Recomendo.

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