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    Antídoto -

    José Luis Peixoto

    Temas e Debates
    2003
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-10: 9727596568
    Português
    4.4
    18 avaliações
    Leram31Lendo0Querem34Relendo1Abandonos0Resenhas2
    Favoritos3Desejados34Avaliaram18

    Antídoto, de José Luís Peixoto, é uma novela de contos inspirada no universo musical do disco The Antidote (Century Media, 2003) dos Moonspell. Dois antídotos para um mesmo veneno. »E se fizéssemos um livro e um disco como nunca se fez? E fizemos. As tardes passadas no local de ensaios, as noites de concertos, os dias no estúdio em Helsínquia. As primeiras versões do texto, papéis riscados, o écran do computador. As tardes, as noites, os dias. Um só antídoto contra todos os venenos: o trabalho baseado na amizade e na vontade de dar aos outros o melhor de nós próprios.« (José Luís Peixoto) Quando se conhece o José Luís (Peixoto) conhece-se tudo aquilo que fala através dele, em consciência ou fora dela, e queremos que tudo aquilo fale por nós também. Quando se conhece o José Luís (Peixoto) conhece-se aquele que vive e sobrevive ao estilo de morte sulista e que tão bem o soube dizer quando teve de o partilhar connosco, e apetece que aquele seja um nosso aliado na arte desta sobrevivência e que nos ajude a dizê-la também. Quando nos juntamos ao José Luís (Peixoto) é como se ele se juntasse a nós. E nesta mistura de veneno e antídoto, de horror e beleza, sem forma, limites ou condições, existe um espírito que espalha um eclipse, que volta as costas à encruzilhada, que depois das nuvens é o medo, que debaixo de pele é o medo. Esse espírito somos todos nós, ainda lunares: as nossas mãos com medo do que descobrem, os nossos sonhos agitados com as curas, os nossos espíritos irrequietos mas decididos a entrar no segredo de cada um e construir um perturbadoramente novo para matar a sede de antídoto que tão bem conhecemos. Fernando Ribeiro (Moonspell)

    Resenhas (2)Ver mais
    DIRCE PIRES DO NASCIMENTO NANNI picture
    DIRCE PIRES DO NASCIMENTO NANNI06/11/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ler JLP é se transformar no Bob Esponja

    Então: esse livro chegou as minhas mãos pelo Correio, como já disse na resenha do livro “ Morreste-me”, graças a generosidade da minha amiga Vivi.Eu nada sabia sobre esse livro( nada que eu me lembrasse). Olhei a capa com muita estranheza. Hummm pensei comigo mesma: que capa mais mórbida.... Um livro que traz como título Antídoto e uma capa com uma gravura estranha. O que ela representaria? O raio X de um tecidos muscular com suas veias carregadas de sangue venoso? Ler para saber.Não dá nem para imaginar JLP escrevendo um livro sobre a anatomia humana. Do que ele trataria, então? Logo nas primeiras páginas, tomei ciência que o livro não faz nenhum raio X de algum tecido muscular. Faz sim o raio X da alma humana, do medo que, com freqüência, ela é assolada. Almas que são assoladas pelos diversos tipos de medo incluindo o medo de expressar os sentimentos. Abro, aqui, um parênteses para dizer que os livro vieram acompanhados de um bilhetinho da Vivi, no qual ela dizia: as palavras de JLP tem que circular, e, eu, peço licença a ela para repetir suas palavras, acrescentado algumas outras: as palavras de JLP tem que circular e devem ser absorvidas como uma esponja. Como ficar indiferente a esse livro( também de poucas páginas) com narrativas de pequenas histórias(algumas se entrelaçam entre si) nas quais transitam a dor, o infortúnio,o medo, que se somam ao prazer de saborear a poesia de JLP? Em cada uma dessas histórias se busca o antídoto para o sofrimento que toma conta das personagens ( todas sem nome próprio), mas que o sentimos como se fosse nosso. Linda, triste e terna a narrativa que traz o título “ Os céus que desciam sobre nós”. O antídoto para o medo do menino eram o calor e segurança que os dedos da mãe lhe transmitiam. No decorrer do livro nos é dado perceber que o amor e a esperança são um poderoso antídoto, mas, o final, nos mostra que muitas vezes eles não conseguem ser eficazes o suficiente para combater o veneno ,e ,isso, é muito desolador, entretanto, de modo algum, apequena a obra de JLP. Ler JLP é isso: absorver suas palavras (como se fosso o Bob Esponja) com nó na garganta, quer seja pela sua crueza, quer seja pela sua beleza. Ler JLP é ter uma dificuldade enorme de passar para a leitura de um outro autor, pois a beleza de sua escrita insiste em povoar nossa alma. Alguma dúvida? Para a Estante dos favoritos, claro.

    5 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 18
    • 5 estrelas61%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas6%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas0%
    José Luis Peixoto profile picture

    José Luis Peixoto

    É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Antes de dedicar-se profissionalmente à escrita, trabalhou como professor em Praia, Cabo Verde e em várias cidades de Portugal. Tem publicado poesia e prosa. Recebeu o Prémio Jovens Criadores (área de literatura) nos anos 97, 98 e 2000. Recebeu também em 2008 o Prémio de Poesia Daniel Faria, instituído pela Câmara Municipal de Penafiel. Em 2001, o seu romance «Nenhum Olhar» recebeu o Prémio Literário José Saramago. Está representado em diversas antologias de prosa e de poesia nacionais e estrangeiras.

    40 Livros
    140 Seguidores

    José Luis Peixoto