Quando as Galinhas Tiverem Dentes -

    Stephen Jay Gould

    Gradiva
    1989
    503 páginas
    16h 46m
    ISBN-10: 9726621399
    Português Brasileiro

    De que cor é uma zebra: branca com riscas pretas, ou preta com riscas brancas? Terá sido um asteróide o responsável pela extinção massiva que se verificou na Terra há 65 milhões de anos? Por que podem os animais voar, andar, trepar, nadar, mas não rodar? Por que razão à excepção dos seres humanos, as fêmeas são quase sempre maiores do que os machos? Que pensar do adultério em determinadas espécies e da submissão noutras? E, por fim, qual será o verdadeiro motivo que conduz todas as espécies, incluindo a nossa, à extinção? Atrás de cada pergunta e de cada resposta, são os conceitos fundamentais da ciência que estão presentes, em especial os da compreensão da evolução, que, desde Darwin, não param de transformar o nosso entendimento sobre o planeta em que vivemos. Tomar contacto com a nossa história através desta série de ensaios tão profundos e brilhantes como divertidos e pitorescos é, acima de tudo oferecermo-nos a possibilidade de nos conhecermos melhor a nós mesmos.

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    Juan Gomes13/04/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Histórias legais da ciência.

    Livro minúsculo, literalmente, desse mestre da divulgação científica. Achei esse livro perdido no trabalho. 😁 Nunca li nada do Gould antes e gostei de ter começado por esse livro pequenino e incrível. Primeiramente, é bom avisar que ele não fala sobre nenhuma galinha com dente, antes que você fique achando que isso pode acontecer a qualquer momento. 😂 Em 'Os dentes da galinha', Gould traz 3 crônicas sobre a evolução, biodiversidade, universo e tudo o mais. Antes de começar o texto em si, numa página está escrito solitariamente, "Curiosidades significativas". Impossível exemplificar melhor esse livro. No primeiro texto, entitulado de "Grandes peixes, pequenos peixes", Gould se utiliza do mérito da falsidade machista para falar sobre como, na grande maioria das espécies, as fêmeas são maiores que os machos. Desbancando toda uma retórica machista de superioridade sexista inata. No segundo texto, chamado de "Natureza amoral" ele fala sobre a chamada teologia natural, essa mania de querer impor moral e éticas da sociedade humana à natureza. Para exemplificar o absurdo que é esse pensamento, Gould conta sobre a mosca ichneumona (na verdade marimbondo) e sua nada bela (para os padrões humanos) vida enquanto larva parasita. No terceiro texto "Breves vidas e sutis mudanças" ele fala sobre o haplodiploidismo de uma espécie de ácaro e sua estranhíssima ecologia. A partir disso Gould consegue sensibilizar e mostrar ao leitor o quanto a natureza é imperfeita e tudo bem. Nisso está a beleza da vida. ⚛️

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