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    A Revolução dos Bichos (Fábulas #2) -

    Bill Willingham

    Devir
    2006
    130 páginas
    4h 20m
    ISBN-10: 8575322168
    Português Brasileiro
    4.3
    189551 avaliações
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    (#6 a #10) Desde que elas foram expulsas das suas Terras Natais pelo temido Adversário, as Fábulas inumanas têm vivido na Fazenda, uma vasta propriedade no interior de Nova York que as mantêm escondidas dos olhos curiosos da sociedade dos mundanos. Mas agora, após centenas de anos de isolamento, a Fazenda está fervilhando com uma revolução, insuflada por Cachinhos Dourados e pelos Três Porquinhos. E quando Branca de Neve e sua irmã Rosa Vermelha topam com o plano dos revolucionários para libertar as Terras Natais, os comissários da Fazenda estão prontos para silenciá-las... não importa como! Reunindo o segundo arco de histórias da aclamada série do criador e roteirista Bill Willingham, Fábulas: a Revolução dos Bichos apresenta a estonteante arte do desenhista Mark Buckingham e do arte-finalista Steve Leialoha, e inclui uma seção especial de esboços de Willingham, Buckingham e do artista das capas James Jean.

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    Fábio Godói picture
    Fábio Godói15/02/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Quatro pernas bom, duas pernas ruim!

    A Revolução dos Bichos, escrito na época da Segunda Guerra Mundial, ataca de forma alegórica o modelo soviético sob a ditadura de Stalin. Dessa maneira, cria-se um retrato muito fiel, por meio dos bichos, do que ocorre de fato na tentativa de implantar o comunismo. Um leitor distraído pode pensar que se trata de um livro infantil e de fato, a engenhosidade de George Orwell é tamanha que, além de ser uma denúncia do que ocorre na União Soviética, também pode ser encarado como uma história lúdica. Tudo começa quando os animais, cansados de serem explorados pelos donos, ouvem um discurso de um velho porco, Major. A turba se encanta com suas palavras, as quais, não haveria mais exploração, nem escassez de comida e todos os ideais igualitários, que se sabe das teorias socialistas. Nesse ponto, vemos que os ideais igualitários sempre conquistam muitos adeptos, principalmente os que vivem explorados, sem instruções, que aceitam as falácias de outrem, que expõe seus grandes sonhos. Nesta fábula, como na História, vemos que “ninguém jamais toma o poder com a intenção de largá-lo. O poder não é um meio, é um fim em si. Não se estabelece uma ditadura com o fito de salvaguardar uma revolução; faz-se a revolução para estabelecer a ditadura” (Orwell, 2009, p. 254). Após conseguirem a revolução, e expulsarem os homens, o porco Napoleão, o Stalin do livro, assume o poder e expulsa Bola-de-Neve, que representa Trotski. Orwell não esquece nenhum pormenor, poupando complexidade, Lênin não entra na história, mas não se esquece das músicas, das manipulações estatísticas dos resultados, da exploração, da desigualdade entre os que mandam e os que obedecem, dos mandamentos que todos devem seguir etc. Vale dizer, que o livro foi publicado muito antes de Nikita Khrushchev desmascarasse o facínora Stalin, cujo processo ficou conhecido como desestalinização. A história do livro e principalmente a história mundial, nos mostra que homens e porcos ficam indistinguíveis. Com a capa do igualitarismo, criaturas corruptas vão enganando os trabalhadores com promessas de igualdade e fraternidade, todavia quando chegam no poder, essa capa cai e comprovamos que todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais que outros. (Orwell, 2010, p. 90) ORWELL, G. 1984. São Paulo: Nacional, 2009. 277 p. ______. A Revolução dos Bichos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. 152 p.

    2196 curtidas

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    • 5 estrelas45%
    • 4 estrelas36%
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    • 2 estrelas3%
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    Bill Willingham profile picture

    Bill Willingham

    Para Bill Willingham, fantasia e realidade sempre estiveram ligadas. Uma de suas grandes memórias de infância é ter sido apresentado ao Tarzan do cinema, Johnny Weissmuller, como um dos parceiros de golfe de seu pai. Um pouco mais velho, Willingham despontou para o mundo artístico na década de 1970 desenhando capas de livros de RPG e ficção fantástica para a TSR, editora que publicava o famoso jogo Dungeons & Dragons. O seu primeiro trabalho nas histórias em quadrinhos veio na década seguinte, quando criou, escreveu e desenhou a série Elementals para a editora Comico. Só que Elementals não foi exatamente um sucesso de público (apesar de um punhado de leitores ter ótimas memórias da série). E, a não ser por algumas histórias do Lanterna Verde, a HQ erótica Ironwood e a curtíssima e autoral Coventry, Willingham quase caiu no esquecimento. Mas já em Coventry, publicada pela Fantagraphics, uma das principais ideias do autor ia tomando forma: a de personagens e criaturas mágicas habitando uma versão alternativa dos Estados Unidos. Era o embrião do que seria Fábulas, anos depois. O protagonista de Coventry era o herói da mitologia nórdica Beowulf, personagem que ainda estrelaria alguns livros curtos escritos por Willingham. Ele também publicou o romance de fantasia Down the Mystery River junto ao coletivo de escritores que ajudou a fundar, chamado Clockwork Storybook. No fim dos anos 1990, se restabelecia como escritor e publicava a série Pantheon, para a editora Lone Star Press. Sua reputação foi crescendo, o que o levou a entrar de cabeça nos quadrinhos fantásticos da DC Comics. Seu primeiro título para a linha Vertigo foi a minissérie Proposition Player, sobre Joey Martin, um jogador de baralho experiente que precisa vencer um carteado no qual as almas de 32 pessoas estão em jogo. Na sequência, uma edição especial da série The Dreaming, baseada no mundo de Sandman, o divertido especial Sandman Apresenta – Tudo o que Você Sempre quis Saber sobre Sonhos… mas Tinha Medo de Perguntar. Ele também fez especiais com personagens de Sandman como Merv Cabeça de Abóbora e duas minisséries com a bruxa Thessaly, a antiga amante de Morpheus. Foi o que abriu as portas para que ele criasse sua série mais famosa, Fábulas, que se iniciou em 2002 e continua sendo publicada. Na história, os personagens dos contos de fada, como Branca de Neve, Lobo Mau, Príncipe Encantado e Barba Azul, vivem sob disfarce em Nova York depois de terem sido expulsos do mundo das fadas pelos exércitos de uma criatura maligna conhecida apenas como “O Adversário”. A série vem sendo um sucesso e tanto de crítica — tendo colecionado 15 (!) prêmios Eisner por arcos de história, roteiros, arte e capas — quanto de público, sendo uma das revistas mais vendidas do selo. A Vertigo investiu na série, convidando Willingham a criar edições especiais, uma premiada graphic novel (Fábulas – Mil e Uma Noites), uma outra série no mesmo universo, Jack of Fables, e até o primeiro livro em prosa da linha, Peter & Max – A Fables Novel, que sai este ano nos EUA. Willingham, desde que começou Fábulas, também envolveu-se com o Universo DC tradicional, tendo escrito dois anos da revista de Robin e criado a série de heróis místicos Pacto das Sombras. Na Vertigo, ele também relançou a clássica série de terror House of Mystery, ao lado do escritor Matthew Sturges, em 2008. Bill Willingham atualmente vive em Las Vegas, tem um site oficial pouco atualizado, http://www.billwillingham.com, e costuma responder aos fãs no fórum http://www.clockworkstorybook.net/forum/

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    Virginia , Estados Unidos

    Bill Willingham