Em Israel e no Ocidente, ela é chamada de Guerra dos Seis Dias. No mundo árabe, de Guerra de Junho ou, simplesmente, o revés. Jamais um conflito tão curto, imprevisto e amplamente indesejado por ambos os lados impôs ao mundo tantas transformações. A Guerra do Yom Kippur, a guerra no Líbano, os acordos de Camp David, a controvérsia em torno de Jerusalém e os assentamentos israelenses na Cisjordânia, a intifada e a ascensão do terrorismo palestino - tudo isso é resultado daqueles seis dias de intensa luta entre árabes e israelenses no verão de 1967. Seis Dias de Guerra, de Michael B. Oren, é o relato mais abrangente já publicado sobre esse acontecimento dramático e crucial, o primeiro a abordá-lo ao mesmo tempo como um confronto militar e um episódio crítico da Guerra Fria global. O autor esquadrinha a situação de todos os envolvidos - árabes, israelenses, soviéticos e norte-americanos - descrevendo e analisando o processo de eclosão da guerra e os seus terríveis desdobramentos. Baseado em milhares de documentos altamente secretos, em artigos raros em árabe e russo, e em entrevistas pessoais exclusivas, a obra reconstitui os contextos regional e internacional que, em fins da década de 1960, conduziram à conflagração árabe-israelense, analisando a situação interna de cada um dos Estados beligerantes e o papel desempenhado pelas extraordinárias personalidades - Moshe Dayan e Gamal Abdul Nasser, Hafez al-Assad e Yitzhak Rabin, Lyndon Johnson e Alexey Kosygin - que precipitaram esse terremoto militar.

