We - A Chave da Psicologia do Amor Romântico

    Robert A. Johnson

    Novo Tempo
    2009
    310 páginas
    10h 20m
    ISBN-13: 9788572722506
    Português Brasileiro

    Neste livro, Robert A. Johnson inspira-se na história de Tristão e Isolda para analisar a jornada heroica que homens e mulheres enfrentam no relacionamento: como conhecer-se em um nível mais profundo e como retirar as projeções do parceiro para poder viver um amor profundo e verdadeiro. O mito de Tristão e Isolda é uma síntese das poderosas forças psicológicas que atuam no amor romântico. Aplicando os princípios da psicologia junguiana, Johnson penetra nessa história de paixão e morte, mostrando como vencer a paixão e conseguir o amor sublime.

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    Bárbara Paradiso01/08/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    WE - A chave da Psicologia do amor romântico.

    ▪︎》Eis um livro que levarei para a vida!! ▪︎》Além de trazer a análise do Mito de Tristão e Isolda à luz da Psicologia Analítica, ele nos convida à reflexão íntima, a busca pelo encontro de nós mesmos, a integração do nosso self, ao processo de individuação. ▪︎》Ele exemplifica através da mitologia ocidental, como nós ocidentais encaramos o amor romântico, como isso se deu (sendo parte do inconsciente coletivo), e a razão pela qual tendemos a transformar relacionamentos em gigantescas projeções. ▪︎》Tudo isso ocorre porque nós ocidentais, ignoramos nosso lado simbólico. As projeções ganham vida nos relacionamentos como meio de nos fazer ouvir o chamado de nós mesmos, o chamado da nossa Anima/Animus que sempre procura nos encontrar, convidando-nos a vivenciar cada estrutura psíquica em seu devido lugar, exercendo a função que lhe é própria e não mais nos lugares invertidos. ▪︎》Dessa forma, se ignoramos o chamado da Anima (alma), ela vai encontrar sua via de saída no relacionamento romântico, que é justamente onde depositamos toda nossa "alma", e por isso vivenciamos a sensação de estar apaixonado, de estar nas nuvens... aquela sensação divina de que nada no mundo pode nos abalar. A Alma nos traz a sensação de infinitude, por esta razão depositamos num relacionamento toda a carga de expectativas de que ele nos dará completo sentido a vida, de que nunca acabará, e de que isso é responsabilidade do outro, porque é esta a sensação de infinito que a Anima (colocada no âmbito errado)nos da. ▪︎》Acabamos por exigir que o outro nos faça feliz, porque depositamos no outro o sentido do nosso ser. Estamos vivenciando a Anima (alma) no âmbito humano, quando ela deveria ser vivenciada no campo simbólico, fazendo com que o homem encontre o sentido de sua totalidade não no outro, mas nele mesmo. ▪︎》Enquanto ignorarmos o chamado de nossa Anima/Animus, continuaremos a depositar no amor romântico a nossa vida, sendo assim, quando um relacionamento falhar, sentiremos aquela sensação de morte, da perda de uma parte. Estamos vivenciando as partes da psique em lugares invertidos, exigindo do humano que seja um Deus capaz de nos dar sentido a vida, quando este Deus, encontra significado somente dentro de nós, no inconsciente, na nossa vida simbólica. ▪︎》Por meio do amor romântico, acabamos por amar a nós mesmos. Projetamos no outro nossa Anima/Animus (alma), deixando de amar o outro quando este não corresponde ao nosso ideal (ou seja, a nós mesmos). ▪︎》Portanto, uma vez que se ama o outro exatamente como humano, como ele é, e não como um Deus que tem a função de te fazer feliz (Porque este deus está em você mesmo, e não no outro), acabamos por encontrar o amor (Eros) expresso em seu sentido humano; ele se mostra quando amamos o outro com suas qualidades e defeitos, amamos a totalidade do outro, e o respeitamos como um ser individualizado; Aprendemos a amar a companhia do outro, a simplicidade dos atos rotineiros, aceitamos e amamos o outro e sua sombra. Ser capaz de um verdadeiro amor significa amadurecer, significa aceitar a responsabilidade pela nossa própria felicidade ou infelicidade. ▪︎》A união do lado simbólico com o ego estruturado, nos leva rumo a integração do self, e ao processo de individuação, um não anula o outro, eles se complementam, dai a sensação de completude - O homem aprendeu a viver em acordo com sua estrutura consciente e inconsciente. ▪︎》Ao alcançarmos a integração do self, nos tornamos "inteiros" e, em nossa completude, podemos então estar inteiros na vida com o outro ser individualizado, porque nossa sensação de completude não virá somente do outro, pois também vem de nós mesmos. A medida que me conheço, me integro. Nas palavras de Sócrates: Conhece - te a ti mesmo!

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