Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas0
    • Leitores27
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O ramalhete em chamas -

    William Kennedy

    Record
    1997
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-10: 8501047007
    Português Brasileiro
    3.4
    7 avaliações
    Leram15Lendo0Querem11Relendo0Abandonos1Resenhas0
    Favoritos0Desejados11Avaliaram7

    Numa passagem memorável de Ironweed (1983), o narrador conta um episódio da juventude do protagonista, Francis Phelan, ocorrido em 1897, ano em que ele está muito longe do sem-teto que seria mais tarde: sentado num galho, vê Katrina, esposa de seu vizinho, Edward Daugherty, saindo apenas com um chapelão e sapatos, e mais nada no corpo. Francis a leva de volta para dentro de casa e sua amalucada e encantadora vizinha se torna o “pássaro mais raro de sua vida”. William Kennedy não é autor de desperdiçar nada. Quem vem acompanhando suas histórias da velha Albany, nas quais ele retorna incessantemente às mesmas situações e personagens, podia até prever que um dia ele se voltaria para Katrina e Edward Daugherty. E eis que eles são o centro do maravilhoso O RAMALHETE EM CHAMAS (The flaming corsage, EUA-1996, em tradução de Sérgio Flaksman), um livro de primeira que está pedindo um Hector Babenco (sem no entanto a mão por vezes pesada demais deste diretor talentoso) para se transformar num filme com as qualidades da versão cinematográfica de Ironweed. E quem sabe Katrina não tenha sorte de uma atriz genial como Meryl Streep interpretando-a?

    Estatísticas

    Avaliações

    3.4 / 7
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas57%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas0%
    William Joseph Kennedy profile picture

    William Joseph Kennedy

    Além de mais de dez romances, o norte-americano William Kennedy escreveu peças de teatro, livros infantis e foi roteirista de filmes como Cotton Club, de Francis Ford Coppola. Em 1984, ganhou o prêmio Pulitzer de literatura por Ironweed, que Hector Babenco levou ao cinema. É integrante da American Academy of Arts and Letters. Para o escritor norte-americano T.C. Boyle, “Kennedy tem o poder de observar detidamente o passado, enchê-lo de vida e torná-lo incontornável”. Para Jonathan Franzen, trata-se de “um escritor americano insubstituível”. <br><br> Formalmente, Kennedy sintetiza algumas tendências mais interessantes da ficção dos Estados Unidos no século XX. A associação mais imediata deve ser feita com os escritores da chamada Geração Perdida, composta de americanos radicados em Paris na década de 20, como Scott Fitzgerald, Sinclair Lewis e, sobretudo, Ernest Hemingway. Assim como Kennedy, o autor de O sol também se levanta era um gênio na arte de criar heróis que tentam evitar a derrota até o fim, e igualmente magistral na criação de diálogos ágeis e certeiros que ajudam a exprimir o sentimento de desolação dessas figuras. <br> <br> É possível traçar relações também com a leva seguinte de autores, os filhos da Depressão, como John Steinbeck (com a diferença de que Kennedy nunca trata seus personagens com condescendência) e Thomas Wolfe, e com os lampejos católicos de Flannery O’Connor. Há ainda pontos em comum com os contistas que radiografaram a classe média a partir dos anos 50 – John Cheever, Richard Yates e Raymond Carver.

    8 Livros
    10 Seguidores
    New York, EUA

    William Joseph Kennedy