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    O Vento (Metamorfoses) -

    Claude Simon

    Quasi Edições
    2006
    198 páginas
    6h 36m
    ISBN-13: 9789895521562
    Português
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    Um dos maiores romances da literatura francesa aqui traduzido por Mário Cesariny de Vasconcelos. «Um idiota. É tudo. Não mais do que isso. E tudo o que se contou ou inventou, ou procurou deduzir ou explicar, tudo isso só confirma o que, quem quer que fosse, poderia observar à primeira vista. Apenas um idiota. Simplesmente com o direito de se passear em liberdade, de falar às pessoas, de assinar documentos e de desencadear catástrofes. Porque parece que os médicos classificam estes tipos como inofensivos. Muito bem. É lá com eles. Mas se, em vez de se contentarem com a sua opinião, procurassem também saber a dos tipos como nós, que sabem talvez mais sobre a espécie humana do que toda essa gente das Faculdades... Porque, repare: quando se trata de espécimes humanos, tudo por aqui passa, pode crer, e no que diz respeito aos motivos a que obedecem as pessoas, se é que aprendi qualquer coisa nos vinte anos que passei neste escritório, é isto, não há senão um: o interesse. Assim, parece-me...» CRÍTICAS DE IMPRENSA "Difícil e exigente, com um estilo intricado que desconstrói os moldes clássicos de cronologia, narrador e construção de personagens. Um original romance, moderno e singular, que através de um realismo fundado em memórias (subjectivas) de grande impacto visual e objectividade fotográfica, incide na temática da fatalidade da vida, palco da confusão emocional e da desordem absoluta das coisas. O homem surge como o ‘idiota’ de Dostoievsky, obcecado com as sua memórias e impotente perante um destino caótico que não determina." Mónica Maia, Julho de 2006

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    Claude Simon

    Claude Simon (1913–2005) foi um escritor francês, ganhador do Nobel de Literatura de 1985. Nasceu em Madagascar e, depois que seu pai foi morto na Primeira Guerra Mundial, foi criado por sua mãe no sudoeste da França. Ele frequentou Oxford e Cambridge por um breve período, estudou pintura com André Lhote em Paris e viajou para Barcelona durante a Revolução Espanhola de 1936. Quando a Segunda Guerra Mundial estourou, ele lutou na cavalaria francesa, foi feito prisioneiro pelos alemães logo após o Batalha de Sedan e, mais tarde, de volta à França, juntou-se à Resistência. Essas experiências de guerra informaram muitos de seus romances, incluindo The Acacia, The Georgics e The Flanders Road. Ligado ao Movimento do Nouveau Roman (Novo Romance) - que nos anos 50 procurou aprofundar as preocupações formais e questionamentos à elaboração do romance, já feitos por autores como Marcel Proust, James Joyce e Franz Kafka. Influenciado sobretudo pelo trabalho formal de Faulkner e da escritura em torno da memória como desenvolvera Proust, nos livros de Claude Simon estão interligadas as percepções sensoriais e a simultaneidade da memória. Como saber? Que saber? Pergunta-se o narrador de La Route de Flandres(1960) e que demonstra bem a incerteza porque caminham os personagens de Claude Simon e o próprio texto. "C'est en partie pour répondre à cette question que j'écris" (é em parte para responder a esta questão que escrevo) revelou certa vez o autor.

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    Claude Simon