Esta primeira parte traz como cenário o fim do mundo como conhecemos. Entretanto, o mundo pós-fogo é o plano de fundo de uma história bastante complexa que não pode ser resumida ao seu belo traço e cores vibrantes. Mulher-Maravilha: Terra Morta consegue traçar paralelos muito pertinentes com a traição advinda do mundo dos homens, mundo esse que, por sua vez, é o responsável por toda dor causada à mãe de Diana, a mulher maravilha, que, por sua vez, decide criar um mundo à parte, isolando a si mesma e a sua filha. Daiana, agora num mundo irreconhecível, se mostra esperançosa — afinal: "Theyden não começou sua vida com uma pessoa cruel. Felizmente, com alguma confiança, ele não vai terminar sua vida como um."— e resistente às demonstrações de deslealdade por parte daqueles que ela tenta ajudar, tornando-se posteriormente líder dos mesmo. A priori, tendo lido tão somente o primeiro capítulo é possível observar temas como o ressentimento feminino, isolamento como um mecanismo de desfesa, a violência como resposta de outra violência e principalmente o cárter compassivo de Diana: que eu pretendo comentar ao final dos demais capítulos.