Quase trinta anos depois, o país voltou às urnas para eleger o presidente da República. Em disputa acirrada, por vezes marcada por jogo sujo, o jovem Fernando Collor de Mello, candidato representante da direita, superou o nome da esquerda, o líder do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Aos 40 anos, o carioca de família alagoana se tornou o mais jovem a chegar ao Palácio do Planalto. Com discurso liberal, Collor iniciou o mandato deixando “a direita indignada e a esquerda perplexa”, como prometera. Liderado pela superministra da Economia, a também jovem Zélia Cardoso de Mello, o Plano Collor chocou o país com o confisco da poupança. Em poucos meses, fracassou sem matar o tigre da inflação. Da crise econômica para a crise política foi um passo. Denunciado pelo irmão, Pedro, o presidente se viu envolvido em tramas de corrupção ligadas a seu ex-tesoureiro de campanha, Paulo César Farias. Isolado e sem base parlamentar, logo perdeu a opinião pública. Acuado, sem aliados, sem apoio no Congresso, Collor não conseguiu evitar a aprovação do impeachment, foi afastado, teve seus direitos políticos cassados por oito anos e deixou a Presidência pela porta dos fundos, sozinho.
Fernando Collor (A República Brasileira, 130 Anos #23) - O primeiro impeachment
Fernando Figueiredo Mello
Folha de São Paulo
2019
64 páginas
2h 8m
ISBN-13: 9788581934709
Português Brasileiro
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