Nesta edição: - Coronavírus: Há razões para tanto medo? - Caixa-preta furada: escândalo da auditoria no BNDS - Jubileu de Beethoven: 250 anos de nascimento E muito mais!
ISTO É Nº 2612 (05 de Fevereiro de 2020) - Coronavírus: há razão para tanto medo?
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Ver maisLi a reportagem de capa, sobre o Coronavírus. Em termos gerais, é uma abordagem alarmista, destacando a facilidade de contágio e alastramento da doença, algo impactante que tem despertado percepções de pandemia apocalíptica para muitos. Sobre o contágio, em curto período de tempo (fim de dezembro de 2019 até o início de fevereiro de 2020) a OMS já contabilizou mais de 7 mil casos oficiais. Esse número é alarmante quando percebemos que rapidamente se aproximou dos 8 mil e poucos casos oficializados sobre a SARS em 2002 (uma das últimas pandemias de alarme mundial). Isso dá 500 a 1000 pessoas contagiadas por dia. Outro fato importante é que 20 nações já relataram casos, incluindo as Américas, com casos detectados nos EUA e Canadá. No Brasil tivemos apenas suspeitas de pessoas que foram colocadas em quarentena. Contribuem para esse cenário o contágio fácil entre humanos através de secreções respiratórias, pelo ar, e também o fato de pessoas assintomáticas transmitirem da mesma maneira. A letalidade registrada pela edição, nos números da OMS, é de 170 pessoas até o momento. Taxa inferior a de outras pandemias, como a SARS de 2002, mas registre-se que o contágio tem maior velocidade e são mais suscetíveis da letalidade as crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas (como diabete e câncer). Alvíssaras porém! A edição também registra que os cientistas chineses já conseguiram sequenciar o código genético do Coronavírus. Não sei dissertar sobre os aspectos técnicos, mas em termos práticos significa dizer que é ferramenta para possível vacina. Mas não esqueçamos que os vírus tem capacidade mutante e até hoje nada de vacina para algumas graves viroses, como a AIDS... Gostei especialmente da busca de entendimento sobre as origens, cujo epicentro foi um mercado de carnes em Wuhan. A cidade chinesa tem cerca de 11 milhões de habitantes e, culturalmente, consome mais de 500 tipos de carnes, sendo muitas de origem selvagem, chamadas de exóticas. Nas pesquisas foram encontradas contaminação pelo vírus em pelo menos 30 tipos. É comum o consumo de insetos, morcegos, serpentes, entre outros. A contaminação pode ter ocorrido através de secreções animais e consumo, como das tradicionais sopinhas de morcego... Cada país tem suas esquisitices! Importante ter noção da origem, em face das muitas teorias conspiratórias que surgem em calorosas discussões, válidas apenas para leigos como nós. A desinformação muitas vezes mascara a realidade dos fatos e não contribui positivamente para nada. Já topei com cada coisa... Na Idade Média, por exemplo, falavam tanta coisa sobre a Peste Negra e não enxergavam a questão da falta de higiene e saneamento básico. Para o governo chinês, talvez seja mais interessante enxergarem outras coisas, que o exima das responsabilidades e promova também afastamento de imagem a que não queira se associar. Como se fosse tudo essencialmente culpa dos outros, de ouros aspectos... A questão dos cuidados não foi enfatizada na reportagem, o que comprova o caráter de cunho alarmista. Valeu a leitura! Outras coisas que deixo em registro, para buscas futuras, são: - o livro "Todas as mulheres dos presidentes - A história pouco conhecida das primeiras-damas do Brasil desde o início da República", de Ciça Guedes, sobre a curiosa e pouco conhecida história das 34 primeiras-damas até o momento, algo que reflete muito da cultura e posicionamentos no país, além de muitas curiosidades (por exemplo, Nair de Teffé, a primeira cartunista do país, foi casada com Hermes da Fonseca); - e o filme "Órfãos", baseado na obra de Henry James, "A outra volta do parafuso", de 1898 (o filme tem uma pegada surreal, com as crianças botando o terror pra cima da baba de maneira sinistra - quero conferir!)
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