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    Longe da Terra -

    José Mauro de Vasconcelos

    Melhoramentos
    2019
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788506084236
    Português Brasileiro
    4
    62 avaliações
    Leram118Lendo14Querem65Relendo1Abandonos5Resenhas6
    Favoritos0Desejados65Avaliaram62

    Um jovem estudante de medicina, cansado do ambiente da cidade grande, sente necessidade de conhecer outras culturas e visão de mundo. Abandona os hábitos urbanos e vai para uma esquecida cidade do interior de Goiás, onde acaba se envolvendo em situações que nunca havia imaginado. Compartilha alegrias, angústias e, de maneira profunda, a malemolência daquela gente do sertão. Conhece de perto os índios Carajás e procura compreender o rio emblemático que rege tudo à volta – do qual dependem, em igual medida, a fertilidade da terra e a indolência dos homens. Primeiro de uma extensa lista de livros indigenistas, esta obra resultou de uma atividade que o ainda jovem José Mauro de Vasconcelos exerceu ao lado dos irmãos Villas-Bôas pelo sertão da região do Araguaia, no Centro-Oeste do país.

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    Resenhas (6)Ver mais
    Pedro Henrique  picture
    Pedro Henrique 11/03/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Longe da terra, mas perto do essencial

    Ao reler a obra de José Mauro de Vasconcelos, resgatei uma sensibilidade para com a vida que julgava ter esquecido. Algumas leituras nos deixam marcas profundas, nos fazem refletir e nos transformam de alguma maneira. Foi exatamente o que aconteceu aqui. Com uma nova perspectiva, percebi detalhes que antes passaram despercebidos. Quando um livro nos proporciona isso, é sinal de que a experiência foi enriquecedora. José Mauro de Vasconcelos é um dos meus autores favoritos, embora eu deva admitir que, até agora, tenha lido apenas uma de suas obras. Sua escrita é doce e acessível, repleta de figuras de linguagem que tornam a leitura envolvente. O autor domina a arte de transformar palavras simples em cenários vivos Sobre o livro: A história nos apresenta dois personagens que desembarcam em Leopoldina, um vilarejo perdido em Goiás. Os próprios moradores dizem: "Deus criou, mas esqueceu de visitá-la". Só isso já nos dá uma ideia de quão é distante o local Acompanhamos o personagem Mauro, um ex-estudante de medicina que decide abandonar sua carreira, sua cidade e sua vida anterior para viver em um lugar completamente isolado. O que ele procura? Nem ele parece saber ao certo. Personagens: A obra nos presenteia com personagens memoráveis, cada um carregado de história e significado. Gregorão: um garimpeiro forte e destemido, que desce as águas do rio Araguaia em busca de um familiar. Preto Virgílio: dono de duas vaquinhas que produzem apenas um litro de leite cada, mas que mesmo assim seguem sendo sua esperança. Naná: a única prostituta do vilarejo, que também carrega uma vida cheia de desafios. Góo: o cantador, capaz de encantar os homens com sua voz. É-num-é: sempre batendo à porta de Mauro para pedir fumo e compartilhar histórias. Questionamentos e reflexões: O que define um lugar desenvolvido? Seria a presença de estradas pavimentadas, luz elétrica, prédios e carros? Ou um local pode ser considerado evoluído quando seus moradores não são movidos pela cobiça e pelas diferenças sociais? No vilarejo, um padre e uma prostituta têm a mesma importância, pois ambos atendem às necessidades humanas, sejam elas espirituais ou carnais. Mauro, o estudante que abandonou a medicina, reflete sobre essas questões e percebe algo essencial: a cidade grande afasta as pessoas, enquanto um local simples como Leopoldina as aproxima. Ali, mesmo sem acesso à educação, há uma sensibilidade autêntica na forma como as pessoas convivem entre si e com a natureza. Conclusão: A vida não espera por nós. Ela passa, independentemente do que fazemos. É preciso enxergar verdadeiramente aquilo que nos cerca. O ritmo frenético da modernidade nos rouba momentos essenciais: comemos sem saborear, corremos sem observar o caminho. Para onde estamos indo? O próprio Mauro nos lembra: "Os homens são separados pelo progresso, mas unidos pelo egoísmo". Pretendo me aprofundar em mais obras do autor. José Mauro de Vasconcelos tem uma forma única de narrar histórias que não são apenas sobre personagens, mas sobre a própria condição humana. "Longe da Terra" não faz jus ao seu nome, pois, ao final da leitura, o que mais queremos é estar perto dela.

    5 curtidas

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    Avaliações

    4 / 62
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas2%
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    José Mauro de Vasconcelos

    José Mauro de Vasconcelos tem nas veias sangue de índia e português. Nasceu em Bangu, Rio de Janeiro, e passou a infância em Natal, onde foi criado com muito sol e água. Aos nove anos de idade aprendeu a nadar, e com prazer relembrava os dias de contentamento, quando se atirava às águas do Potengi, quase na boca do mar, a fim de treinar para as provas de grande distância. Com freqüência ia mar a dentro, protegido por uma canoa porque a barra de Natal está sempre infestada de tubarões. Ganhou vários campeonatos de natação e, como todo garoto, gostava de futebol e de trepar em árvores. Mas o esporte, não constituía sua única preocupação. Depois do primário, aos 10 anos de idade já cursava o primeiro ano do curso ginasial, que terminou cinco anos mais tarde. Então, gostava dos romances de

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    Rio de Janeiro, Brasil

    José Mauro de Vasconcelos