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    Folhetim: uma história -

    Marlyse Meyer

    Companhia das Letras
    1996
    488 páginas
    16h 16m
    ISBN-11: 8571645272_
    Português Brasileiro
    4.3
    12 avaliações
    Leram26Lendo8Querem99Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados99Avaliaram12

    Paixão, ódio, ciúme, ambição e vingança; coincidências, idas e vindas, prolongamentos e repetições; paternidades desconhecidas, ricos gananciosos e pobres lutadores; tramas diabólicas e perseguições infindáveis; e, no final, recompensa para os bons e punição para os maus. Tudo devidamente picotado em capítulos diários, ansiosamente esperados e interrompidos em momentos decisivos. Essa fórmula tão popular, consagrada pela telenovela, tem uma velha e longa história, também cheia de peripécias inverossímeis e coincidências inacreditáveis. É essa trajetória de um gênero que sempre provocou desprezos solenes e atrações inconfessáveis que Marlyse Meyer persegue neste livro apaixonado, surpreendente, questionador, polêmico, enciclopédico e apropriadamente rocambolesco.

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    Resenhas (1)Ver mais
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    Luciana Darce25/06/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Eu já tinha lido Folhetim: Uma História nos tempos de faculdade - foi tema de um trabalho para apresentar em aula e também me inspirou a tentar escrever meus próprios folhetins. à época, era uma edição pertencente ao professor que passou o trabalho; mas gostei tanto do texto que comprei uma edição para mim e reli-o esse ano para preparar uma das reuniões do clube do livro de bolso (cujo tema fora O Conde de Monte Cristo). O trabalho de Marlyse Meyer é, a um tempo, bem aprofundado e divertido. Fica óbvio o quanto o tema fascina a autora, e a empolgação dela faz com que o leitor também tenha vontade de se aventurar pelos títulos estudados. Dumas, Eugène Sue, Poison du Terrail e mais um panteão de autores folhetinescos desfilam pelas páginas desse livro, demonstrando tanto a evolução do gênero - que veio a desembocar nas nossas telenovelas de hoje - quanto a forma como ele estimulou o crescimento de uma comunidade de leitores. Isso numa linguagem bem didática e repleta de referências a personagens mais familiares ao público brasileiro, como José de Alencar e Machado de Assis. Algum dia, ainda hei de ler as aventuras rocambolescas do protagonista mais famoso de Poison du Terrail. E a culpa dessa monumental empreitada (são, salvo engano, trinta e quatro volumes de crimes, sociedades místicas, identidades secretas, identidades descobertas, crianças trocadas, órfãos, princesas raptadas, explosões em criptas sob Paris e fugas alucinantes) será de Marlyse Meyer.

    6 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 12
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Marlyse Meyer

    Marlyse Meyer foi professora de literatura comparada e cultura brasileira na Unicamp, na USP e na Universidade de Nanterre (Paris X). Lecionou no Instituto de Estudos Lusos-Brasileiros da Sorbonne; foi diretora do CBEAL da Fundação Memorial da América Latina e fundadora do Instituto de Altos e Baixos Estudos do Imaginário. Autora de : Pirineus, caiçaras...(Ed. da Unicamp, 1991); As surpresas do amor: a convenção do teatro de Marivaux ( Edusp, 1992); Caminhos do imaginário no Brasil ( Edusp, 1993); Maria Padilha e toda a sua quadrilha ( Duas cidades, 1993); As mil faces de um herói canalha (Ed. da UFRJ, 1998). Em 1996 recebeu o prêmio Mário de Andrade da Fundação Biblioteca Nacional pelo seu trabalho como crítica literária e, em 1997, o Jabuti pelo livro "Folhetim uma história".

    2 Livros
    2 Seguidores

    Marlyse Meyer