Um estudante comum chamado Fujita Tatara não tinha nenhum objetivo na vida e passava os dias à toa. Um dia, um grupo de delinquentes puxa briga com ele e ele é salvo por um homem misterioso. Depois disso, o homem surpreendentemente o leva a uma escola de dança de salão. Apesar dele inicialmente ter se inspirado em uma garota dançarina que vai para a sua escola, Hanaoka Shizuku, e o seu parceiro, um dançarino genial, Hyoudou Kiyoharu, Tatara começa a dedicar sua juventude a dança esportiva.
Welcome to the Ballroom 1 -
Tomo Takeuchi
Meu deus, o que eu andei a perder
Welcome to the ballroom era um título que já me intrigava há bastante tempo, porém foi sendo sucessivamente preterido em favor de outros títulos que receberam mais atenção do público. O mangá traz para a ribalta a dança - mais concretamente, as danças de salão -, algo que me encanta particularmente. O primeiro volume conta somente com três capítulos, porém a arte e a imagética são tão intensas que em poucas páginas no encontramos totalmente emersos na ação. O mangá conta a história de Tatara Fujita, um estudante que se encontra um pouco perdido na vida, sem saber ao certo o que quer fazer no futuro. Fujita fica se arrastando de um lado para o outro, até que um encontro inusitado o leva a descobrir o mundo das danças de salão. Não costumo partilhar muito sobre a minha vida privada na internet, por razões óbvias, mas, para efeitos desta resenha, deixarei cair o pano por breves momentos. Eu pratico dança como um hobby desde criança, tendo já passado por alguns estilos (como o hip-hop, que dez em quando ainda faço uns passos, e o zumba) até ter descoberto o estilo que pratico hoje e que me apaixona continuamente: dança contemporânea. Embora dança contemporânea e danças de salão sejam estilos completamente diferentes, por conta da minha própria experiência, eu consigo rever-me bastante na jornada de Fujita. Afinal, tudo começa com uma ligeira curiosidade e quando damos por nós já não conseguimos parar. A narrativa de Welcome to the ballroom não é inovadora, seguindo os arquétipos dos mangás focados em desportos. No entanto, fá-lo de uma forma original, encaixando os vários arquétipos no tipo de história que quer contar. Ainda é muito cedo para ter uma impressão mais sólida das personagens, porém devo dizer que todos parecem um bocado malucos enquanto a Shizuku e o Hyodo parecem ser os mais normais. O mais impressionante neste volume foi com certeza a arte. A arte é simplesmente algo espetacular e do outro mundo. Dá para sentir a energia que cada página emana através dos close-ups e do traço meio rabiscado, induzindo a ideia de movimento frenético. Em suma, trata-se de um primeiro volume bastante sólido e, naturalmente, estou curiosa para ler o resto existente e ainda ver o anime só para ver as páginas animadas.
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