Dos três livros da trilogia, esse é o menos surpreendente, o menos instigante e emocionante. Ainda assim, depois de um começo um pouco parado, ele entra em uma sucessão de cenas de ação e batalhas que só melhoram até chegar no final. É bem difícil competir com os outros dois livros da trilogia, então acredite que, quando eu digo que esse é o pior deles, estou também dizendo que ele é ótimo, que entrou para os meus favoritos junto com os outros dois e que tem momentos absolutamente incríveis, inspiradores e empolgantes também! Os outros só são melhores ainda, oras.
Acho que só tenho duas críticas ao livro. A primeira é sobre o começo, que é devagar mesmo, com o exército de Caledonia se preparando para a guerra, treinando e planejando, o que, vamos admitir, não é das coisas mais emocionantes que existem. E a segunda é que as reviravoltas aqui não são super inesperadas e surpreendentes. Ainda assim, não acho que isso é um problema realmente, porque a autora narra de um jeito emocionante que compensa e, apesar de não serem inesperadas, as reviravoltas fazem sentido para a história e eu gostei de terem acontecido! Principalmente porque nada aqui acontece sem razão, do nada ou de um jeito forçado. Até mesmo a história do Donnally, por exemplo, não foi apressada ou facilitada.
Também senti falta de mais sentimentos românticos entre a Caledonia e seu interesse romântico, mas isso é algo que já comentei no segundo livro e acho que já melhorou nesse.
Honestamente, nenhum desses "problemas" realmente importou para mim, porque o livro tem cenas e desenvolvimentos excelentes que ofuscaram qualquer problema. Por exemplo, o jeito que a Caledonia lidou com o Tassos. Ou o último capítulo dela "com o Lir". Quero muito dar um spoiler aqui, então pula para o próximo parágrafo se você se incomodar com isso. O que eu queria falar é que foi inspirador e necessário ver que a Caledonia percebeu que ela não se tornou mais forte e mais competente por causa do cara que a fez sofrer e passar por dificuldades. Ela se tornou mais forte por causa das suas irmãs, pelas pessoas à sua volta, que a apoiaram quando tudo estava ruim. É incrível ver um livro que fale sobre força, mas não pelo quanto a pessoa sofre e supera, que até deixa claro que a pessoa pode ser tão forte sem o trauma e que o causador do trauma definitivamente não merece nem um tipo de crédito, gratidão e, afinal, nem atenção. Sério, quis gritar de felicidade nessa cena!
O final também foi muito bom, fez total sentido para a Caledonia e, nossa, como ela merecia! Eu realmente não poderia ter pedido um último livro melhor para a trilogia! Vou ficar sempre abismada por esses livros não serem tão conhecidos! Mas vou fazer minha parte, indicando para todo mundo que eu puder, porque eles merecem! E já estou planejando reler o quanto antes!