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    Lucíola (Travessias) -

    José de Alencar

    Moderna
    2009
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-10: 8516039668
    Português Brasileiro
    3.7
    17776 avaliações
    Leram38328Lendo627Querem5486Relendo45Abandonos933Resenhas972
    Favoritos551Desejados5486Avaliaram17776

    Independente e altiva, Lúcia, a mais rica cortesã do Rio de Janeiro, não se deixava prender a nenhum homem. Até conhecer Paulo. A partir daí, ela se vê totalmente entregue; tudo o que quer é permanecer junto dele. Esse romance passa a ser o assunto mais comentado na Corte. Os comentários chegam aos ouvidos de Paulo e o incomodam profundamente. Valeria a pena romper seu relacionamento só para manter a boa imagem diante das pessoas?

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    Edmar Lima picture
    Edmar Lima01/04/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Lucíola

    Seguindo com a meta de leituras de romances românticos brasileiros, termino agora a obra de José de Alencar, "Lucíola". Tendo lido recentemente "Iracema", do mesmo autor, é impossível não notar a diferença da narrativa de um livro para o outro. Tudo muda: o vocabulário, o cenário, o tipo de personagens, o tema. Apenas a questão do amor impossível continua, embora nessa obra o amor não seja tão impossível, mas sim, mal visto e complexo. Lucíola é uma personagem forte, autêntica e ao mesmo tempo sensível e pura. Ela tem seu caminho cruzado por Paulo, narrador da trama, um rapaz que desde à primeira vista percebe em Lucíola o amor de sua vida. O relacionamento dos dois é bastante conturbado, ainda mais por Lucíola ser uma prostituta. A mesma sociedade que a procura à noite e a admira por sua beleza, a exclui e a humilha na manhã seguinte. "Lucíola" é uma obra que me trouxe reflexões sobre a figura da mulher na sociedade e muitos dos pensamentos da personagem são cabíveis no mundo atual. A história da protagonista é triste e nos perturba por sabermos que existem outras tantas Lucíolas por aí, que tem seus corpos objetificados e são abusadas, fisica e psicologicamente pelas pessoas ao seu redor. Essa história me lembra um pouco "Madame Bovary", outro livro em que a mulher é tida como "louca" apenas por fazer o que os homens faziam na mesma época. Com certeza lerei outros livros de Alencar, principalmente os que trazem personagens femininas como figura central da narrativa, o que me chama bastante atenção!

    167 curtidas

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    Avaliações

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    • 5 estrelas24%
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    • 1 estrelas3%
    José Martiniano de Alencar profile picture

    José Martiniano de Alencar

    Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros. José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a

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    Ceará, Brasil

    José Martiniano de Alencar