Alienação, suicídio: sabemos, desde a publicação de seu livro A banalização da injustiça social, que o trabalho é capaz de produzir o que há de pior. Ainda assim, tem também a faculdade de fomentar o melhor. Sua competência de propiciar a realização de si mesmo e a emancipação, isso deixa muita gente incrédula, e este é o caminho empreendido nestes dois tomos, que propõem, ao estabelecer uma nova teoria do trabalho, pensar politicamente a organização deste. 0 primeiro tomo analisa as relações entre trabalho, corpo e sexualidade e evidencia que o trabalho de produção é uma avaliação para a subjetividade como um todo, de onde podem surgir novas habilidades, isso a partir do instante que esta avaliação seja complementada por um segundo trabalho, de si sobre si, ou de transformação de si. 0 segundo tomo mostra que as incidências da organização do trabalho ultrapassam em muito as fronteiras de seu universo. No trabalho pode-se certamente aprender o respeito pelo outro, o discernimento, a solidariedade, a determinação, os princípios fundadores da democracia; pode-se ainda descobrir a instrumentalização do outro, a dissimulação, a deslealdade, o cada-um-porsi, a covardia, o mutismo. Assim, a organização do trabalho apresenta-se também como locus de prendizagem do engajamento ou da deserção dos espaços políticos...
Trabalho Vivo - Trabalho e emancipação
Christophe Dejours
Paralelo 15
2012
221 páginas
7h 22m
ISBN-13: 9788586315695
Português Brasileiro
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