Este livro livro foi lançado em 1971 e é dividido em duas histórias distintas e pequenas, a ponto de serem consideradas como contos : a primeira que dá título ao livro conta a história de seres com a habilidade de transmutar a própria forma de maneira quase ilimitada, transformando-se desde um ser humano comum, passando por abelhas gigantes e culminando em árvores gigantes que cercam o parlamento britânico... Pois é... Além dessa premissa para lá de forçada (mesmo em uma ficção científica!), a escrita dos autores é meio confusa, a ponto de - em uma história curta destas - os autores darem voz a pensamentos do personagem principal (Dr. West) que não fazem a menor diferença pra história. Tudo fica mais confuso graças a alguns erros de tradução. E aqui vai um grande spoiler: a história culmina nestes seres moleculares tomando o corpo do personagem principal. Ah, eu não mencionei que eles podem possuir corpos também?
Bom, a segunda história, mais bem estruturada e com doses de Harrd Sci-Fi, conta a jornada de um cientista, ex-professor universitário e muito excêntrico chamado Tom Cochrane. Através de suas expedições na Alta Escócia, acaba presenciando a aparição do Kelpie, um "apelido carinhoso" dado ao monstro do lago Ness. Mas nada é realmente o que parece !!!! Não vou mentir, como essa segunda história bebe muito na fonte do Sci-Fi mais clássico de Julio Verne e H. G. Wells, eu acabei até me divertindo, embora ela tenha ainda alguns dos problemas que relatei sobre a primeira, em menor quantidade. Há alguns acontecimentos tão absurdos quanto os da primeira história ( e não explicados) como por exemplo a criatura ser capaz de gerar tempestades gigantescas e de ESVAZIAR O LOCH NESS ( Denovo: Pois é... ). No final, os autores dão uma explicação muito pífia para a criatura, da mesma forma que ocorreu no primeiro conto.
Não é o melhor livro que já li (de longe), mas acabei me divertindo com a leitura.