Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas14
    • Leitores249
    • Similares7
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Veredicto em Canudos -

    Sándor Márai

    Companhia das Letras
    2002
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 8535902341
    Português Brasileiro
    4.2
    65 avaliações
    Leram93Lendo5Querem149Relendo1Abandonos1Resenhas14
    Favoritos9Desejados149Avaliaram65

    Inspirado na versão em inglês de Os sertões, o escritor húngaro publicou em 1970, no Canadá, este romance que une a Canudos do final do século XIX à contemporaneidade. A prosa potente, belíssima, torna antológicas as últimas horas da luta, a morte do Conselheiro e o interrogatório da prisioneira. O escritor húngaro Sándor Márai chegou ao final de Os sertões, de Euclides da Cunha, entre exausto e extasiado. Fascinado pela história do combate entre as forças republicanas e o arraial de Antônio Conselheiro, no sertão da Bahia, decidiu escrever o que ele acreditava ter ficado "de fora" do livro. Como ele mesmo declarou, depois de ter finalizado sua leitura, era como se tivesse estado no Brasil. Veredicto em Canudos é fruto desse ímpeto criativo que atingiu Márai. Escrito no final dos anos 60 a partir da leitura da tradução inglesa de Os sertões, o livro foi publicado em húngaro no Canadá, em 1970. O romance conta a história de um ex-cabo do Exército brasileiro que relembra, meio século depois, o dia em que as forças do governo arrasaram o arraial do Conselheiro. As questões que Márai levanta são de uma atualidade surpreendente, como a dificuldade em discernir de que lado estão a civilização e a barbárie quando um combate apaga as fronteiras entre o bem e o mal, massacrando o lado mais fraco. Como observa o romancista Milton Hatoum, que assina a orelha do livro, "esse Veredicto é ao mesmo tempo um alento e um desafio, pois o impossível é a única coisa em que vale a pena acreditar".

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (7)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (14)Ver mais
    Otávio Palmeira picture
    Otávio Palmeira15/08/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “Na juventude eu não entendia, mas hoje creio e compreendo que nas querelas dos homens as obsessões são ao menos tão poderosas quanto a razão.” Canudos foi um massacre. Ainda que, historicamente, se refiram ao que aconteceu em Canudos como “Revolta” ou “Guerra”, a verdade é que a sociedade organizada por Antônio Conselheiro foi massacrada pelo poder público e pelo exército brasileiro. Acusada de rebelião monarquista, Canudos foi uma experiência única, sonhada e vivida por homens e mulheres inexistentes para o Estado, mas que acreditavam em suas próprias vidas, mantinham suas liberdades e se faziam brasileiros de verdade. Publicado em 1970 no Canadá, Veredicto em Canudos é um livro que talvez ficasse perdido na história. Escrito pelo húngaro Sándor Márai e inspirado no livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, narra fatos que poderiam ter acontecido após a morte de Antônio Conselheiro e a destruição de Canudos. Curiosamente Márai, que nunca havia pisado no Brasil, ficou encantado com a obra de Euclides da Cunha, que havia sido traduzida para o inglês. Mesmo sem conhecer o português brasileiro e suas muitas expressões populares, enfeitiçado pela história de Conselheiro e sua Canudos, Márai cria um cenário extremamente fidedigno da região, tanto em sua descrição de locais quanto de pessoas. E ali, nesse cenário ricamente pintado, cria uma narrativa de força, intensidade e pureza de escrita, tudo com uma pequena dose de realismo mágico. Diversas cenas do livro me lembraram de Viva o povo brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro, que também passa por Canudos em alguns momentos. Incrível se pensarmos que João Ubaldo foi um dos grandes autores brasileiros e retratou em especial os baianos com muito talento. De um livro que seu próprio autor acreditava que ninguém leria a uma história de liberdade, desapego e vida, Veredicto em Canudos é uma janela da percepção de um húngaro sobre um Brasil que, mesmo nós brasileiros, não conhecemos ainda hoje. Um Brasil das lutas e esforços diários, de gente pobre, sem instrução, mas com coração gigantesco e força de batalha ainda maior, que faz a própria ordem e forja a própria liberdade. O Brasil que o Estado, seja ele a monarquia ou a república, nunca cuidou de verdade.

    14 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 65
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas2%
    Sándor Károly Henrik Grosschmied de Mára profile picture

    Sándor Károly Henrik Grosschmied de Mára

    Húngaro, nasceu em Kassa (hoje Kosice, na Eslováquia), em 1900. Poeta, dramaturgo, correspondente em Paris do Frankfurt Zeitung na época da República de Weimar, é autor de 46 livros, na maioria romances, que tiveram enorme sucesso na Hungria entre as duas guerras mundiais. Exilou-se em 1948, inconformado com o regime comunista de seu país. Morou na Suíça, na Itália e na França. Em 1979, fixou-se em San Diego, nos Estados Unidos, onde se suicidou com um tiro de revólver dez anos depois, às vésperas do fim do comunismo europeu.

    22 Livros
    72 Seguidores

    Sándor Károly Henrik Grosschmied de Mára