Last and First Men -

    Olaf Stapledon

    Penguin Books
    1966
    327 páginas
    10h 54m
    ISBN-10: B00J8N9O4S

    "There have been many visions of the future... but none in my experience as strange as Last and First Men." This was Arnold Bennett's comment on Stapledon's devastating chronicle of the next two thousand million years. The infinite and icy perspectives of a surrealist painting give form to Stapledon's vision of the future. As cataclysm succeeds cataclysm there is always a new ace of men to take up the torch from the last, down to "the last syllable of recorded time" and the destruction of the solar system. It rests with the last man to pronounce: "It is very good to have been man."

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    João Paulo Hoppe01/03/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    It is very good to have been man

    Um dos meus gêneros literários preferidos é a ficção científica. Totipotente, mescla-se com basicamente qualquer outro gênero, tendo como pano de fundo especulações sobre a ciência. Pode ser mera literatura escapista, pode explorar tecnologia, o passado longínquo e o futuro distante, evolução e, claro, a espécie humana, em seus mais variados aspectos. "Last and First Men" é um clássico, e não apenas por ser uma obra antiga que merece essa alcunha. Influenciou gigantes como Arthur C. Clarke e H.G. Wells, e sem dúvida continua inspirando autores ainda hoje, quase um século depois. Nesta obra, entramos em contato com um representante dos Últimos Homens, a décima oitava forma da humanidade, dois bilhões de anos no futuro. Ele nos apresenta a história não só da humanidade, mas das humanidades. O fim da vida na Terra. A invasão dos marcianos, extremamente diferentes dos "homenzinhos verdes", e parte fundamental da evolução subsequente da humanidade. Colonização de Vênus e Netuno. Os diversos temas explorados pelas humanidades. E o derradeiro final, quando nosso Sol entra em supernova e destrói o último bastião humano. Em termos literários, "Last and First Men" é uma obra de "história futura", uma imaginação de como poderia ser o futuro da humanidade. Diversos temas são explorados, como a religião, culto a personalidade, conflitos étnicos e raciais, sexualidade, e a guerra. Praticamente todas as variedades humanas são, de alguma forma, moldadas por um traço religioso, como o culto ao movimento dos momentos finais do Primeiro Homem, à música do Terceiro, e ao voo do Sétimo. Não raro, é este traço a causa de seu fim. Certos temas são comuns à ficção científica desse período, como telepatia e o éter. Vale dizer que ela é chamada de "telepatia" - assim, entre aspas -, pois não trata-se de um fenômeno paranormal. Não mesmo, ela é explicada de forma material muito plausível. O livro é pioneiro em dois temas. Um é a engenharia genética, primeiro dominada em larga escala pelo Terceiro Homem, perdida e redescoberta em vários momentos da longa história das humanidades. Hoje, além de vastamente presente na literatura, é também realidade. A segunda é uma "super mente", formada através da união "telepática" de vários indivíduos. Junto de "2001", "O Despertar dos Deus" e "The City and the Stars", este livro agora integra meu panteão de livros de ficção científica.

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