A mercadoria do futebol -

    Mariana Zuaneti Martins

    Autoresporte
    2017
    595 páginas
    19h 50m
    ISBN-10: B075ZCNZC8
    Português Brasileiro

    Este livro trata do contexto profissional do futebol e da ação sindical de jogadores no Brasil, no período pós Lei Pelé. Para tanto, utilizei três estratégias de pesquisa: (i) a análise da influência dos dispositivos estruturais e ideológicos relacionados a este mundo do trabalho do futebol na ação sindical; (ii) a descrição e análise do modelo de sindicalismo adotado pelo SAPESP (Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo), com base na sua plataforma, ideologia e na forma de se relacionarem e de atingir seus associados; e (iii) análise de outras formas de ação coletiva entre jogadores de futebol que confrontassem aquelas adotadas pelos sindicatos oficiais da categoria, em especial, a emergência do Bom Senso F.C., estratégia esta que intentou um olhar para a ação sindical que não se restringisse apenas a entidade representativa. Neste sentido, executei um levantamento documental nos sítios eletrônicos do SAPESP e da FENAPAF, bem como de periódicos esportivos de grande circulação. Além disso, realizei entrevistas semiestruturadas com dirigentes dos sindicatos de atletas do estado de São Paulo e do Rio Grande do Sul, atletas integrantes do Bom Senso F.C. e atletas em atividade que representavam a base de um desses sindicatos. Analisei esses materiais apoiada em produções sobre o sindicalismo brasileiro e o sindicalismo no futebol. Demonstro que a atuação do SAPESP e da FENAPAF nas últimas duas décadas têm se restringido a questões pontuais de defesa de alguns direitos dos trabalhadores, com uma atuação mais voltada aos jogadores de clubes pequenos. Do ponto de vista funcional e estrutural, o SAPESP opera uma separação entre categoria e sindicato, que tem servido para justificar os limites das ações da entidade, bem como dar liberdade para esta agir sem a necessidade de anuência da base. Do ponto de vista ideológico, o SAPESP e a FENAPAF têm feito críticas pontuais para a gestão do futebol brasileiro, apostando numa estratégia de diálogo e não de enfrentamento

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