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    Síndrome de quimera -

    Max Mallmann

    Rocco
    2007
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-10: 8532511708
    Português Brasileiro
    4.2
    51 avaliações
    Leram78Lendo0Querem44Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos9Desejados44Avaliaram51

    As personagens de Síndrome de quimera, a novela de Max Mallmann, são absolutamente normais, dessas que o leitor encontra na rua, no ponto de ônibus, no cinema, nas festas, no estádio de futebol, no trabalho. Mas também são um pouco diferentes, quase nada. O narrador Viktor sofre de um mal particular: enrodilhada ao seu coração, há uma serpente, com um guizo na ponta da cauda, que lhe causa apertos e angústias. Já seu melhor amigo Bruno - com o qual Viktor resolve abrir um café-livraria chamado A Quimera - costuma desenroscar a tampa da cabeça, retirar o cérebro e o colocar numa bacia para descansar. Depois bebe cerveja (metade bebe, metade derrama em cima do cérebro) e assim alivia a tensão do dia-a-dia. Entre livros de Stevenson, Borges, Kafka e Mário Quintana, eles vão levando a vida numa Porto Alegre contemporânea e fantástica. Entram em contato com pessoas tão "normais" quanto eles, mas que possuem pequenas manias e anomalias: o freguês que precisa recarregar a bateria pondo o dedo no soquete de luz; a moça feia cuja pele é de fibra de celulose e por isso se alimenta de livros; o amigo que se transformara numa esponja humana cheia de água salgada e algas; e a linda mulher cujos olhos brilhavam no escuro como um casal de vagalumes… Tudo corre bem até que Viktor é seqüestrado por asseclas do Senhor das Inclemências e descobre um terrível segredo sobre seu passado. Um dos expoentes da nova geração de escritores gaúchos, Max Mallmann conseguiu uma química rara em Síndrome de quimera: misturou realismo mágico com o melhor do suspense, amarrados em diálogos cortantes. Além disso, em cada página do livro, escrito em deliciosa linguagem coloquial e metafórica (com rasgos de erudição), perpassa um humor fino, muito sutil. O autor nos convida a rir de nós mesmos, dos nossos medos e desejos e a perceber que não existe apenas uma única realidade.

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    Resenhas (3)Ver mais
    Cristina Lasaitis picture
    Cristina Lasaitis16/11/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    http://cristinalasaitis.wordpress.com/2008/12/21/leituras-de-2008/ Posso contar dois autores que conseguiram me fazer rir pra valer, a ponto de ficar com cãibra nas bochechas, e o Max é um deles. Síndrome de Quimera é uma novela de ficção fantástica deliciosa e estupidamente imaginativa. Trata da vida de pessoas comuns, mas cada uma é, ao seu modo, uma quimera. O protagonista, por exemplo, tem uma cobra dentro do peito abraçando seu coração; o sócio dele tem um cérebro removível, que pode tirar da cabeça e pôr pra descansar na mesinha de centro da sala enquanto assiste a programação de domingo na TV; já a irmã ficou pequenininha e virou uma boneca-bailarina de porta-jóias, que sua mãe – uma senhora aparentemente normal, apesar de seus 12 rins – guarda com todo zelo. O livro inteiro é de um humor muito inteligente e foi merecidamente finalista do Prêmio Jabuti.

    3 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 51
    • 5 estrelas47%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Max Mallmann profile picture

    Max Mallmann

    Max Mallmann nasceu em Porto Alegre em 18 de outubro de 1968. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1998, cidade em que viveu até sua morte prematura, em 04 de novembro de 2016, decorrente de um câncer diagnosticado pouco mais de um ano antes. Era casado com a escritora Adriana Lunardi. Estava trabalhando no romance A prole da Loba, terceiro volume das aventuras de Desiderius Dolens, legionário romano do século I apresentado em O centésimo em Roma e em As mil mortes de César. "Roteirista da TV Globo, fez parte do time de redatores da novela Coração de estudante e de séries como Malhação, Carga Pesada e A Grande Família. Ultimamente, trabalhava no roteiro da série Ilha de ferro. Estreou na literatura pouco antes de completar 21 anos, com Confissão do Minotauro (IEL/IGEL 1989). Pela Rocco, publicou Síndrome de quimera, finalista do prêmio Jabuti, e Zigurate – Uma fábula babélica (2003), além da série O centésimo em Roma (2010) e As mil mortes de César (2014), que acompanha a saga do anti-herói Publius Desiderius Dolens na Roma antiga. Baseada em ampla pesquisa, a série se filia ao romance histórico, mas flerta também com o gênero de ação e aposta numa narrativa cheia de ironia e humor. Esses últimos, aliás, eram uma marca registrada de Max Mallmann, que além de aficionado pela história do Império Romano, era dono de um senso de humor singular." [Nota de falecimento, publicada pela Ed. Rocco]

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    Rio Grande do Sul, Brasil

    Max Mallmann