CONTÉM SPOILERS- CONTÉM SPOILERS- CONTÉM SPOILERS- CONTÉM SPOILERS-
Simplesmente não acredito na perfeição desse livro.Eu ainda estava fragilizada pela minha última leitura,”Agora e Sempre “ da titia McNaught e achando que não poderia haver mais emocões dentro de 24h.Enganada,estava eu.
No começo do livro,desde o primeiro momento em que tive contato com o Hardy,eu me apaixonei por ele.Me apaixonei pela ambição dele,pois eu o entendi total e completamente.Ainda entendo,na verdade.E durante o tempo em que a Liberty(divino nome) ia crescendo,se tornando adolescente,seu- e meu também- amor pelo Hardy vai crescendo de uma maneira forte e irresistível.Torcia por eles incansavelmente e vibrava a cada beijo deles.Mas quando chega a hora dele parti eu pensei exatamente como ela:
“E se você alguma vez tivesse perguntado o que eu queria, eu teria preferido ter tido tanto de você quanto pudesse, e aceitar a dor que vinha com isso. Mas ao invés disso eu não tive nada, exceto estas estúpidas desculpas sobre não querer me machucar quando a verdade é que é você que tem medo de ser ferido (...).”
Ele vai embora mesmo assim, mas eu sabia que Hardy voltaria.Eles eram perfeitos um para o outro(outra vez enganada). Após algum tempo,a mãe da Liberty morre e sobra apenas ela e a irmã, Carrington.A mocinha sofre muito com a pobreza e a impossibilidade de dar um caixão digno para sua mãe e ela diz algo que me soou muito pessoal:
“Pessoas pobres têm poucas escolhas na vida, e na maioria das vezes você não pensa muito sobre isso. Você adquire o melhor que puder, e fica sem quando necessário, e pede a Deus que você não vá ser levado por algo que não pode controlar. Mas há momentos em que isso dói, em que há algo que você quer até a medula de seus ossos e você sabe que não há maneira de você ter aquilo.”
A vida dela segue na sarjeta e um certo vazio até Churchill entrar na história.Ele parece gostar muito dela,por uma razão misteriosa,e ela retribui o carinho.Quando Liberty vai trabalhar para Churchill é quando você sente que o vazio deixado por Hardy vai se preenchendo,beeeem aos poucos.E é aí que aparece o Gage.No começo,eu fiquei com raiva por ele se comportar como um mané, mas depois do episódio da doença dele,eu fui me apegando a ele devagarzinho.A atração dos dois vai ficando cada vez mais intensa e eu fiquei feliz pela Liberty ter conseguido se desvencilhar de Hardy( não totalmente,é claro).
Eu estava muito feliz com o relacionamento dos dois, pois eu descobri que debaixo dessa postura fria e gélida, Gage é um cara amável e doce.CONTUDO,Hardy reaparece na história.E agora?Você fica confusa, Liberty mais ainda e Gage com ciúme.Aí eu comecei a me desesperar.Deus Meu,qual deles eu escolho(sim,eu penso que sou a personagem)?Hardy é o antigo e mais forte amor dela, mas Gage é aquele que a “curou” de Hardy e a fez (e eu também) encontrar a felicidade e o prazer em outro homem. Interrogações grudam em sua cabeça. Até que ela se decide, devido a uma atitude de Hardy e eu não poderia ficar mais feliz com isso.Uma parte do meu coração sempre vai ter Hardy guardado em algum lugar,mas Gage o monopolizou.Agora eu,Amanda,termino essa resenha às 02h52 da madrugada de uma quarta-feira com o último parágrafo do livro,e uns dos melhores encerramentos lidos(PS:Nada supera o final de “Todo ar que respiras” da titia McNaught):
“Eu sei, sem dúvida, que esse homem me ama exatamente como eu sou. Sem condições, sem limites. Isso é um milagre, também. Na verdade, cada dia é repleto de milagres comuns. Você não precisa olhar muito longe para encontrá-los.”