A obra mais conhecida de Thorstein Veblen, A Teoria da Classe Ociosa, não é propriamente um trabalho teórico ou uma análise econômica. Apoiando-se mais na História, na Antropologia e, sobretudo, numa abordagem evolucionista dos processos sociais, o ensaio constitui uma investida implacável contra o mito do capitalismo virtuoso. Combate uma tese muito em voga na época, principalmente o conceito de ética no trabalho de Benjamin Franklin, que considerava o capitalista um ser engenhoso, operoso e asceta. Veblen mostra que o aparecimento de uma classe ociosa coincide com o início da propriedade privada. Portanto, para ele, nada mais falso do que a crença da economia clássica de que o empresário, ao maximizar seus lucros, realiza o bem comum. As camadas possuidoras não utilizam os excedentes, possibilitados pelo progresso tecnológico, para desenvolver a produção. Usando de ironia, ele prova que os excedentes obtidos na produção são dilapidados em "consumos conspícuos", cuja finalidade é impressionar os outros e mostrar-lhes que se possui riqueza. Dinheiro e esforço são desperdiçados de forma improdutiva em uma emulação pecuniária, apenas para causar impressão. Desse modo, essas características que marcam o comportamento do capitalista definem um estilo de vida, as formas de uma sociedade e de uma civilização.
A Teoria da Classe Ociosa (Os Economistas) -
Thorstein Veblen
Nova Cultural
1987
181 páginas
6h 2m
ISBN-13: 9788513000748
Português Brasileiro
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