No decorrer do livro, me questionei sobre quais eram as pretensões do autor ao escrever o livro. O autor é coerente em sua analise baseando-se na doutrina reformada do cristianismo; ele aborda o tema da vontade de Deus, expõe a problemática de como diversos cristãos a procuram hoje em dia baseado num misticismo que beira a mágica, e como alguns desses métodos possue respaldo no antigo testamento, mas não no novo já que com a nova aliança em Jesus, o conhecimento da vontade se vem pela santificação. Dito isso, essa coerência me agrada e concordo, porém o autor em diversos momentos demonstra uma postura reacionária, desqualifica avanços sociais atuais em prol de uma idealização do passado em que supostamente havia uma "moralidade" que devíamos ter preservado; adiante, o autor realiza um comentário homofóbico em que lamenta a conduta atual em relação a homossexualidade, já que num passado idealizado "o homossexualismo tinha uma aparência assustadora que mal precisava ser visto pra ser odiado [...], hoje, porém, nossa sociedade o acolhe como um estilo de vida alternativo aceitável". Por fim, além do descrito acima, o autor distorce o trabalho de Emile Durkheim "as formas elementares da vida religiosa" em que leva a uma implicação que o texto de Durkheim não dá suporte, e reduz a psicanalise Freudiana em relação a interpretação dos sonhos como mera "especulações que se torna quase cômica"; e pra fechar, possui um posicionamento anti-cientifico demonstrando apoio a teoria pseudocientifica do "Design Inteligente". Fica de recomendação pra aprimorar o senso crítico, e para conhecer o bom posicionamento do autor em relação a importância da leitura bíblica.