FRANKENSTEIN - Adaptação de Sergio A. Sierra

    Ilustração de Meritxell Ribas

    ARX
    2010
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-13: 9788502095465
    Português Brasileiro

    Desde seu surgimento nos pesadelos da autora Mary Shelley até sua consolidação como um dos maiores ícones da cultura popular, a criatura de Frankenstein percorreu uma longa trajetória, impulsionada por adaptações e paródias. A cada aparição, algumas de suas principais facetas eram destacadas: sua monstruosidade, sua força descomunal, o caráter blasfemo de sua criação, sua inadequação social, sua revolta contra aquele que o criou. Nessas versões, entretanto, quase nada restava da real complexidade desse personagem clássico, empurrado involuntariamente para o mal e atormentado por perceber-se absolutamente rejeitado por um mundo no qual foi bruscamente abandonado. São esses os detalhes que ressurgem em toda sua riqueza nesta HQ. Aqui, o texto adaptado por Sergio A. Sierra se integra perfeitamente às ilustrações estilizadas de Meritxell Ribas, numa abordagem que homenageia e faz jus a esse romance macabro, filosófico e imortal. Desde seu surgimento nos pesadelos da autora Mary Shelley até sua consolidação como um dos maiores ícones da cultura popular, a criatura de Frankenstein percorreu uma longa trajetória, impulsionada por adaptações e paródias. A cada aparição, algumas de suas principais facetas eram destacadas: sua monstruosidade, sua força descomunal, o caráter blasfemo de sua criação, sua inadequação social, sua revolta contra aquele que o criou… Nessas versões, entretanto, quase nada restava da real complexidade desse personagem clássico, empurrado involuntariamente para o mal e atormentado por perceber-se absolutamente rejeitado por um mundo no qual foi bruscamente abandonado. São esses os detalhes que ressurgem em toda sua riqueza nesta HQ. Aqui, o texto adaptado por Sergio A. Sierra se integra perfeitamente às ilustrações estilizadas de Meritxell Ribas, numa abordagem que homenageia e faz jus a esse romance macabro, filosófico e imortal. A obra em estilo graphic novel possui acabamento cartonado e impressão colorida.

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    Mateus Calazans picture
    Mateus Calazans27/06/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Frankenstein sempre foi para mim sinônimo de terror e monstruosidade. Quando alguém dizia o nome, ligava a um monstro aterrorizante e sanguinário, com o corpo grotesco e deformado. Tal foi minha surpresa ao ler o livro quando descobri que na verdade o monstro não se chamava Frankenstein e nem era aterrorizante como eu imaginava. Sinceramente, Frankenstein está mais para drama do que para terror. Entrei no mundo de Mary Shelley achando que estava entrando em um mundo assustador e bizarro, mas acabei entrando mesmo num universo triste, melancólica e de proporções graves. Foi uma decepção? Em certos aspectos sim. Mas mesmo não sendo o grande terror que eu imaginava, se mostrou um livro dramático excelente e que nos faz pensar na vida. O Dr. Frankenstein tentou aquilo que muita gente sonha: vencer a morte. Mas tudo o que conseguiu foi criar um monstro horrível, que amedronta todos aqueles que passam por perto. E o monstro é malvado, como sua aparência leva a crer? Absolutamente não. Tem o coração mole, é bondoso e está pronto a ajudar os outros. Mas o mundo acaba tornando-o abominável, por ser excluído de tudo. Quem não se tornaria assim em tal situação? O monstro, que a primeira vista deveria me amedrontar, acabou me conquistando. Comecei o livro achando-o bizarro, e terminei achando-o a criatura mais sofrida e solitária do planeta. Tudo o que fez ou deixou de fazer foi pelo fato de ter sido abandonado e desamparado por seu criador. Seu criador o abandonou, deixou-o a mercê do mundo, para que todos fizessem o que queriam com ele. Quando ele percebe em que situação está é que começam seus assassinatos e mortes. Todo sangue derramado não foi nada mais nada menos do que a consequência de tudo o que o mesquinho Dr. Frankenstein fez. Se analisarmos bem, veremos que o monstro é uma metáfora para todos os excluídos da sociedade, todos aqueles que as pessoas tentam se distanciar e que acham horríveis. Mesmo essas pessoas denominadas horríveis possuem sentimentos, e não tem o coração de pedra. Enfim, é um ótimo livro, com uma história excelente e um dos melhores personagens da literatura. Mas não caiam na bobagem de achar que o livro é de terror como eu pensei. Talvez esse pensamento seja fatal para a leitura.

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