Oxana é uma garota russa filha de um ex atirador. A garota, ao contrário da maioria não sente muita coisa, mas isso não quer dizer que ela não saiba interpretá-los muito bem. Isso inclusive é um dos fatores que leva a jovem a ser recrutada por Konstantin para se tornar uma assassina.
Antes Oxana, agora, Villanelle, uma das assassinas mais habilidosas do mundo, da qual os outros países não fazem a menor ideia de que ela exista, mas que apenas desconfiam que tem algo errado por trás da morte de certas figuras importantes no cenário mundial. Mas Villanelle não trabalha para qualquer um, ela trabalha para os 12, um grupo com poder praticamente ilimitado, e que quando escolhem uma vítima é a ela que recorrem para fazer o serviço.
Do outro lado está Eve Polastri, uma agente do serviço secreto inglês, que ao sofrer um baque em sua carreira, acaba entrando para a segurança nacional, e seu trabalho será justamente identificar e prender a assassina e a organização. O problema é que Eve antes tinha uma vida normal, agora a coisa muda de questão.
Codinome Villanelle é o livro que deu origem ao seriado Killing Eve e conta justamente esse jogo de gato e rato entre as duas. A diferença é que acreditem ou não, dessa vez eu preferi até a série. Pelo menos a primeira temporada. Lá as coisas parecem se desenvolver em um ritmo melhor como um todo, enquanto aqui tem ritmo sim, mas como se fosse focado apenas em apresentar quem são as personagens, onde elas trabalham, como vivem e suas personalidades.
O livro é como se fosse um primeiro capítulo, onde depois de apresentar cada uma ele acaba. Diria até que está mais para uma novela do que um romance. Toda essa escolha de desenvolvimento não torna a leitura ruim, eu mesmo li pelo Kindle e parece que li as pouco mais de duzentas páginas em um dia, o que mostra que o ritmo do livro é bom, bem cadenciado e rápido de ler. Mas quando termina você fica com a sensação de que o e-book veio cortado.
Isso porque ele fica separado basicamente em duas formas, Villanelle matando gente e Eve correndo atrás, com uma interação mínima entre as duas e ainda assim só de uma parte. Não tem o embate que esperamos e termina com um plot twist comum.
Por outro lado, como eu já citei, o ritmo é bem rápido, e todas as duas partes são divertidas, principalmente as de Villanelle. Na série ela é meio maluca, totalmente sem noção, mas aqui ela é mais centrada. Ainda assim é tão mortífera quanto e sabe se virar como ninguém. Já Eve é a pessoa que tem seu mundo abalado por essa nova realidade, e é interessante ver seus dilemas entre trabalho, perdas pessoais e vida matrimonial.
Falar mais que isso infelizmente seria spoiler, então eu apenas espero que a Suma lance em breve a continuação, porque me deixou curioso para ver qual vai ser o próximo passo dessa relação entre as duas, e espero no mínimo um encontro eletrizante.