O mestre de Petersburgo

    J. M. Coetzee

    Editora Companhia das Letras
    2003
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-13: 9788543802602
    Português Brasileiro

    O mestre de Petersburgo é uma narrativa de ficção protagonizada pelo romancista Fiódor Dostoiévski e pelo jovem anarquista russo Serguei Nietcháiev. Além de vencedor do Prêmio Nobel 2003, Coetzee é o único escritor a ter recebido duas vezes o Booker Prize, maior premiação da literatura britânica. Em 1869, a capital do império czarista, Petersburgo, na Rússia, vive dias politicamente convulsos. O escritor Fiódor Dostoiévski acaba de voltar de Dresden, na Alemanha (onde se refugiara para escapar dos credores), por conta da morte de seu enteado, ocorrida em circunstâncias estranhas. Dostoiévski não chega a tempo de assistir ao enterro, mas quer, ao menos, recuperar os papéis do rapaz. A versão da polícia é de que ele se suicidou, mas uma lista de nomes encontrada em seu quarto levanta a suspeita de que estaria envolvido com grupos anarquistas. Na obsessão de saber a verdade, desvendando a vida dupla do rapaz, Dostoiévski, então com 48 anos, vai se enredar numa teia perigosa. Perseguido pela polícia, acometido de suas notórias crises de epilepsia, ao mesmo tempo que excitado com um tórrido e inesperado romance, ele se deixa arrastar para os antros e becos de Petersburgo. Ali, se vê confrontado com o anarquista Serguei Nietcháiev, de 22 anos, que passaria à história como a encarnação nefasta do terrorismo político. Na vida real, Nietcháiev sofreu processo criminal por ter assassinado um estudante e o caso inspirou Dostoiévski para escrever Os demônios. Teriam os dois se encontrado no outono de 1869, nos subsolos da capital czarista, e discutido sobre os fantasmas de cada um? Essa possibilidade é desenvolvida por J. M. Coetzee em O mestre de Petersburgo, explorando com excepcional maestria narrativa a área cinzenta entre a verdade e a ficção. O livro foi publicado pela primeira vez no Brasil pela editora Best Seller com o título de Dostoiévski, o mestre de São Petersburgo.

    Resenhas (1)Ver mais
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    Marcos da Silva Nandi28/08/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    A partir da leitura de "O ateneu" minhas leituras foram por água abaixo kkk. Fazia tempo que não tinha uma sequência tão frustrante de leituras e olha que adoro o autor, já li dois livros dele (esse é o terceiro), e gosto bastante. Mas esse... Obviamente não é mal escrito, mas toda parte que há debate entre os protagonistas (e são muitas partes), são bem cansativas. A história se passa na Rússia de 1869, muito antes da revolução russa, então temos um país cheio de problemas sociais e muito, muitooo burocrático e incompetente. Algo que me lembra muito os contos de Gogol sobre a Rússia na época. Nesse clima super agradável, o protagonista (o autor Dostoiévski), volta da Alemanha para enterrar seu enteado, que morreu de uma forma suspeita. Nessa tragédia, o protagonista vai tentar descobrir os motivos da morte de seu enteado e também, vai tentar se ligar novamente, ao seu "filho". É até chato a necessidade dos personagens de serem pais e de serem filhos. Junto isso, o protagonista vai ter que lidar com o insuportável Nietchàiev. Anarquista, revolucionário e chato como todo niilista (talvez por isso achei o livro enfadonho). Mas com exceção do protagonista, tudo é meio chato neste livro.

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