Bellitto, doutor em História da Igreja, apresenta cada concílio com uma abordagem acessível, voltada tanto para estudantes quanto para leitores interessados na história eclesiástica.
Cada concílio é situado em seu momento histórico, mostrando como fatores políticos, sociais e teológicos moldaram suas decisões. Por exemplo, Niceia I foi influenciada pelo imperador Constantino, enquanto Trento respondeu à crise protestante. Bellitto destaca a busca pela unidade da Igreja, a definição de dogmas, a correção de heresias e a adaptação às mudanças históricas como fios condutores. Cada concílio é analisado por suas particularidades, como a condenação de heresias específicas (arianismo, nestorianismo) ou reformas estruturais do Vaticano II.
A obra é elogiada por sua clareza e organização, sendo recomendada para cursos de História da Igreja e para leitores que buscam compreender o desenvolvimento da doutrina e da prática católica. É particularmente útil por desmistificar os concílios, mostrando como foram momentos de debate, conflito e renovação, guiados tanto por questões espirituais quanto humanas. Bellitto enfatiza que, apesar de inspirados pelo Espírito Santo, os concílios refletem a Igreja como instituição composta por homens, enfrentando desafios complexos ao longo de dois milênios.
Concluindo que embora didático, o livro é mais introdutório, voltado para leitores com algum conhecimento prévio de história eclesiástica. Para detalhes aprofundados, outras obras, como História dos Concílios Ecumênicos de Giuseppe Alberigo, podem ser complementares.