Vanusa Santos Flôres. Nem tão santa, nem tão flor. Única, exclusiva, corajosa. Andou sempre na contramão da história e pagou muito caro por isso. Constetou as normas de uma época em que era proibido namorar cantores de sucesso: casou-se com um e posou grávida. Cantou que era contra as drogas e foi severamente patrulhada. Fez parte do elenco do musical "Hair" com a mesma categoria que aplicava golpes de luta livre em programas de TV com Renato Aragão. Saiu dos grandes palcos para cantar em qualquer clube do interior onde alguém a apaludisse. Casou, descasou quantas vezes quis, saindo sempre com o coração arrebentado, o bolso vazio e uma vontade danada de recomeçar. Não poupou sentimentos, mesmo nas relações mais simples. Como uma trapezista, num salto mortal sem rede, se atirava para a luz que a vida lhe apontava. Mesmo havendo apenas uma penumbra no fim do túnel, assim como Polyana, Vanusa seguia fazendo o jogo do contente: um dia tudo vai dar certo.
Vanusa - Ninguém É Mulher Impunemente -
João Henrique Schiller, Vanusa Santos Flores
Madras
1999
193 páginas
6h 26m
ISBN-11: 8573741651_
Português Brasileiro
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