Se não se pode, a rigor, falar de uma Estética medieval ou de uma Teoria da Arte na Idade Média, pode-se entretanto discernir, nas categorias metafísicas e teológicas da época, suas concepsções sobre a beleza, a luz, a opacidade dos corpos e a visibilidade do mundo. Neste segundo volume da coleção A pintura, fragmentos escolhidos de Pseudo-Dionísio Areopagita, João Damasceno, são Boaventura, são Tomás de Aquino, Calvino e outros autoress dão acesso ao que poderíamos chamar de uma história medieval da visão. No cerne dessa história encontram-se as relações entre arte e teologia e as acirradas discussões envolvendo o culto às imagens sagradas, a reprodutibilidadde dos modelos, a interpretação anagógica e toda a riquíssima escala de simbolismos medievais que só se torna inteligível quando compreendida como um sistema.




