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    Contos -

    Eça de Queiroz

    Martin Claret
    2020
    225 páginas
    7h 30m
    ISBN-10: B084T8MJV1
    Português Brasileiro
    3.9
    4 avaliações
    Leram4Lendo2Querem1Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados1Avaliaram4

    O conto é uma narrativa pouco extensa, concisa e que contém unidade dramática, concentrando a ação em um único ponto de interesse. Eça de Queirós foi um artesão exímio do gênero, iniciador do Realismo na literatura portuguesa e possuidor de um domínio inigualável da palavra escrita. Além de produzir romances de fascínio permanente, entre eles, algumas obras-primas, foi também um mestre da narrativa curta. Neste volume foram antologiados vários trabalhos do autor: Civilização, José Matias, Singularidades de uma rapariga loura, O defunto, Um dia de chuva, O suave milagre (o mais popular) e No moinho.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Renan Monteiro picture
    Renan Monteiro10/12/2020Resenhou um livro
    0

    Muito bom e divertido!

    Particularmente, adoro contos. Obras curtas, simples, que nos permitem ler rapidamente quando o tempo está mais curto e ainda assim se divertir na leitura. E o Eça proporciona isto. Há a presença de termos típicos de Portugal dos séculos passados, mas o leitor deve estar preparado para eles, afinal, o autor é português. Chamo atenção especial para o conto número 5: O defunto. De longe um dos que mais me divertiram na leitura.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 4
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas50%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    719 Seguidores

    José Maria de Eça de Queiroz