Cangaceiros -

    José Lins do Rego

    José Olympio
    1982
    262 páginas
    8h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    “Continua a correr neste Cangaceiros o rio e a vida que tem as suas nascentes em meu anterior romance Pedra Bonita. É o sertão dos santos e dos cangaceiros, dos que matam e rezam com a mesma crueza e a mesma humanidade”. José Lins do Rego, em 1938, publicou o seu primeiro romance do ciclo do cangaço, que resultaria logo depois em Cangaceiros. Cangaceiros é a continuação de Pedra Bonita, um romance extenso sobre o misticismo messiânico e o flagelo das secas, temáticas abordadas em outros diversos romances do ciclo regionalista: Graciliano Ramos e Rachel de Queiroz. Cangaceiros tem ligação direta com Pedra Bonita por ser a sua continuação. Alguns personagens retornam, uns com maior foco outros apenas de passagem. José Lins do Rego mantém o mesmo estilo excessivamente descritivo, por vezes prolixo na sua narrativa, assim como podemos ver nas narrativas de Fogo morto, Menino de engenho e Riacho doce. A obra faz parte de uma linhagem de romances que narram fatos históricos. O fenômeno do cangaço (em partes) pode ser entendido através do estudo detalhado da narrativa. Assim como em Pedra Bonita, Cangaceiros divide-se em duas partes: a primeira, intitulada "As mães dos cangaceiros" e logo em seguida, Cangaceiros prossegue a história da família de Bento, depois que os beatos são dizimados pelas tropas. Domício, o irmão mais chegado a Bento, já se encontra incorporado ao bando de Aparício, o irmão mais velho. Bentinho toma conta da mãe. Refugiam-se na fazenda do coronel Custódio. A ação do livro desenvolve-se entre a vida de Bento, a sua amizade com os outros moradores, o seu namoro com Alice, a notícia das continuadas aventuras do irmão, as pragas da mãe que enlouquece, e a esperança de Custódio em ter vingada a morte do filho pelos cangaceiros. Analisado no aspecto estrutural, Cangaceiros é narrado em 3ª pessoa. O espaço da narrativa é a caatinga, no sertão. Em determinados momentos José Lins do Rego consegue dar ares de cinema para a narrativa, tamanha forma descrição de determinadas cenas e profundidade dos diálogos.

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    Elizabeth Castilho Genazio picture
    Elizabeth Castilho Genazio17/04/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Necessário

    Um livro necessário. Difícil de ler. Ler tudo que os cangaceiros fizeram com as mulheres é nojento. O que fizeram com suas famílias não tem o que dizer. Necessário para sabermos da nossa história.

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