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    Levítico como literatura (Bíblica Loyola #75) -

    Mary Douglas

    Loyola
    2019
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788515045761
    Português Brasileiro
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    Esta obra faz um estudo do Levítico a partir de uma perspectiva antropológica, em que o trabalho bíblico é considerado obra-prima literária. Sob essa óptica, o Levítico apresenta uma estrutura mística delineada em três partes, que correspondem às partes do Monte Sinai. Esta nova leitura transforma a interpretação das leis de pureza. O porco e outros animais proibidos não são vistos como repugnantes, mas requerem o mesmo respeito merecido pelas criaturas de Deus. Desafiando algumas tradições bíblicas, a autora afirma que o Levítico não é uma doutrina estreita elaborada por um obscuro sacerdote profissional, mas uma afirmação intelectual sobre a religião e que enfatiza a justiça e a compaixão de Deus.

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    Mary Douglas

    Mary Douglas (Sanremo, 25 de Março de 1921 – Londres, 16 de Maio de 2007) foi uma antropóloga britânica. Mary Douglas é filha de Gilbert Tew, funcionário do serviço colonial Britânico e sua esposa Phyllis; o nome de solteira era Margaret Mary Tew. Passou a infância em Totnes, sul da Inglaterra. A área de pesquisa é a de antropologia social. Foi considerada uma seguidora de Émile Durkheim e uma proponente da análise estruturalista, com um grande interesse por religião comparada. Com 12 anos a mãe morreu e teve que ficar aos cuidados dos avós. Margaret e a irmã foram educadas no colégio católico "Sagrado Coração de Roehampton", distrito a sudoeste de Londres. Entre 1939 e 1943 estudou Filosofia, Ciências Políticas e Economia em Oxford onde foi aluna do antropólogo Evans-Pritchard que exerceu uma grande influência intelectual sobre ela. Mary Douglas rodeada por colegas Durante a Segunda Guerra trabalhou em um serviço colonial mas retornando a Oxford em 1947, terminou os estudos em 1949 realizando um trabalho antropológico com os Lele, uma tribo africana que vivia na época no Congo Belga; isso a levou à vida da aldeia na região entre o rio Kasai e o rio Loange, onde os Lele viviam à beira do que anteriormente era o Reino Kuba. Por fim, uma guerra civil a impediu de continuar seu trabalho de campo, mas, no entanto, isso levou à primeira publicação de Douglas, The Lele of the Kasai, publicada em 1963. No inicio dos anos 50 se casou com James Douglas e tiveram três filhos. Durante 25 anos foi professora universitária do Colégio de Londres e depois lecionou nos Estados Unidos por mais 11 anos. Na obra aparecem os temas: análise de risco, economia, economia do consumo e bem-estar, comida e ritual. Muitos dos trabalhos foram tornados populares fora dos círculos antropológicos; o livro Pureza e Perigo se tornou célebre dentro da área. Nele, a antropóloga investiga as palavras e o significado da sujeira em diferentes contextos culturais, demonstrando que o que é considerado sujeira em uma dada sociedade é qualquer questão considerada fora de lugar. Por meio de uma leitura complexa e sofisticada de ritual, religião e estilo de vida, Douglas desafiou as ideias ocidentais de poluição, deixando claro como o contexto e a história social são essenciais. Apos quatro anos de trabalho (1977-1981) como professora de Estudos Culturais no Instituto Russel Sage de Nova York; mudou para a Universidade Northwestern como professora de Humanidades, produzindo os vínculos entre Teologia e Antropologia. Nesta época, com ajuda do economista Baron Isherwood, publica O mundo dos bens que foi uma obra pioneira na antropologia econômica. Em 2004 perde o marido e em 16 de maio de 2007 falece em Londres aos 86 anos, por complicações associadas a um câncer.

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    Sanremo, Itália

    Mary Douglas