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    Eles foram para Petrópolis - Uma correspondência virtual na virada do século

    Ivan Lessa

    Companhia das Letras
    2009
    264 páginas
    8h 48m
    ISBN-10: 8535914285
    Português Brasileiro
    3.3
    7 avaliações
    Leram13Lendo0Querem17Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados17Avaliaram7

    Na obra 'Eles foram para Petrópolis', os jornalistas Ivan Lessa e Mario Sergio Conti reúnem a correspondência eletrônica que mantiveram publicamente entre os anos 2000 e 2001. O livro é um cruzamento da correspondência clássica com a rapidez da internet. Extraído de "Digestivo Cultural": Era o início do novo milênio e os amigos Ivan Lessa e Mario Sergio Conti, missivistas de longa data, foram convidados pelo UOL para trocar uma correspondência pública através da internet. Ainda se acreditava que grandes nomes do jornalismo poderiam atrair muita audiência, e patrocínios, logo a ideia era "replicar" o modelo, de correspondência, com outros autores, se desse certo — mas o projeto durou um ano, apenas. E, agora, quase dez anos depois, é publicado, em livro, pela Companhia das Letras. Além da correspondência oficial, ainda hoje no ar, o volume foi enriquecido com os e-mails, trocados "in private", pelos missivistas, comentando a própria correspondência e outros fatos da vida. Um ato de coragem, na verdade, porque Lessa e Conti não poupam comentários ferinos acerca de empregadores, colegas de trabalho e até amigos. Quanto ao estilo, é uma aula de Ivan Lessa, do começo ao fim, que, apesar do péssimo humor (bastante notório, aliás), tem imaginação de ficcionista e deixa desnorteado mesmo o sóbrio diretor da atualmente impecável Piauí. No fim, o próprio Lessa reconheceria que, fora do Pasquim, nunca tinha tido tamanha liberdade para escrever. Conti tenta se impor pela cultura, e pela capacidade analítica, mas não consegue ser tão divertido, obrigando o leitor, muitas vezes, a pular sua parte da dita correspondência. Diogo Mainardi, num de seus exageros, proclamou, certa vez, que Ivan Lessa era um dos maiores escritores brasileiros vivos. Como em tudo, não dá para levar ao pé da letra, mas Eles foram para Petrópolis, para os cultores da língua, revela-se imperdível — e Luiz Schwarcz vai encontrando maneiras de lançar Ivan Lessa entre capas o máximo possível...

    Resenhas (1)Ver mais
    Carlos Gustavo Suano Lopes picture
    Carlos Gustavo Suano Lopes01/10/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    São gente como a gente

    Para um recém formado em jornalismo ler outros jornalistas é quase obrigatório. Mas essa foi uma leitura muito diferente. Foi como entrar na vida pessoal dos dois grandes jornalistas (mesmo que editada e limitadamente). O grande deleite, foi descobrir que nossos embasadores dessa obra são pessoas como a gente, como eu e meus amigos, pelo menos na hora de escrever os e-mails. Não quero me comparar com o nível de qualidade literária dos gigantes Ivan Lessa e Mario Sérgio Conti, mas digo no sentido de serem e-mails muito bem humorados, com brincadeiras e muitas coisas que eu mesmo costumo fazer em e-mails trocados com amigos e colegas. Talvez seja coisa de jornalistas, todos devemos escrever assim, isso é muito reconfortante e dá mais um pouco de gás para quem acabou de deixar as salas da faculdade e tenta entrar nesse mercado voraz que destrói as esperanças dos novos. Resumindo, ótima leitura e extremamente recomentada.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.3 / 7
    • 5 estrelas14%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas43%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas14%
    Ivan Pinheiro Themudo Lessa profile picture

    Ivan Pinheiro Themudo Lessa

    Foi um jornalista e escritor brasileiro. Filho do escritor Orígenes Lessa e da jornalista e cronista Elsie Lessa. Foi editor e um dos principais colaboradores do jornal O Pasquim, onde assinava as seções Gip-Gip-Nheco-Nheco, "Fotonovelas" e Os Diários de Londres, escritos em "parceria" com seu heterônimo Edélsio Tavares. Publicou três livros: Garotos da Fuzarca (contos, 1986), Ivan Vê o Mundo (crônicas, 1999) e O Luar e a Rainha (crônicas, 2005). Mudou-se para Londres em Janeiro de 1978 e escrevia crônicas três vezes por semana para a BBC Brasil. Criou junto com o cartunista Jaguar o ratinho Sig (de Sigmund Freud), baseada na anedota corrente da época na qual se dizia que se "Deus criou o Sexo, Freud criara a sacanagem". O ratinho se tornou símbolo de O Pasquim, aparecendo também nas capas da coleção "As anedotas do Pasquim", publicada nos anos 70 pela Editora Codecri.

    7 Livros
    6 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Ivan Pinheiro Themudo Lessa