Condessa de Barral - A paixão do imperador

    Mary Del Priore

    Objetiva
    2008
    259 páginas
    8h 38m
    ISBN-13: 9788539000821
    Português Brasileiro

    "No jogo de sedução que se estabeleceu, não era importante quem seduzia ou quem era seduzido. Não havia vencedor ou vencido, mas duas pessoas que estavam cara a cara e que aprendiam a se conhecer. Começava uma longa abordagem amorosa que reivindicava tempo, paciência e o prazer de uma sublime gradação feita de espertezas e descaminhos. Conversar era a arte de ser feliz junto. Era passear sem saber aonde levavam os caminhos. E essa era a época em que falar e escrever eram uma coisa só. Esse novo modo de vida o Imperador também queria para si. E, conversando, Luísa sabia ser maliciosa, indulgente e educativa ao mesmo tempo. Ela trazia Paris para o Rio de Janeiro. Transportava as Tulherias para São Cristóvão. Tal como descrito nos romances da primeira metade do século XIX, o encontro entre a condessa e o Imperador não foi uma paixão fulminante, e sim um reconhecimento. Cada qual iria significar para o outro um desejo profundamente arraigado. Não uma aventura. Estavam prontos a se reconhecer porque tinham sonhado com a imagem que faziam um do outro. Nessa época, o ideal precedia a realidade. Luísa e Pedro se achavam prontos para essa viagem. Nasceu entre eles, além da estima e do respeito mútuo, uma simpatia particular, uma preferência inexplicável, uma comunidade de ideias, uma semelhança de atitudes que fazia desse encontro aquele das almas gêmeas. Foi o choque de duas pessoas que simplesmente se adotaram."

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    Inês Montenegro06/07/2020Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    "Embora a narrativa se inicie com o nascimento de Luísa, futura Condessa do Barral, e termine com a sua morte, a sua biografia não é usada para lhe dar protagonismo, mas sim como um fio condutor dos eventos históricos e sócio-culturais que ocorreram no Brasil e na Europa durante os anos de vivência de Luísa. Há portanto uma contextualização constante política, social, e cultural, e, numa esfera mais pessoal, das personagens que de um modo ou outro se destacaram na vida da Condessa: Domingos, seu pai, cuja educação em muito a influenciou; a princesa Francisca de Joinville, em cujo casamento e adaptação às cortes europeias Luísa foi uma presença assídua; as princesas brasileiras Isabel e Leopoldina, de quem foi tutora e em cujas negociações de casamento teve mão; o Imperador Pedro II, de quem se crê ter sido amante, e se sabe ter tido uma relação muito próxima; entre outros exemplos. Tal apresentação em tão poucas páginas leva a que Luísa, protagonista no título e na sinopse, se torne uma sombra na própria biografia, frequentemente relegada como secundária a fazer de outrem. (...)" Resenha completa em:

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