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    História da Sexualidade - A Vontade de Saber

    Michel Foucault

    Paz e Terra
    2020
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788577534500
    Português Brasileiro
    4.3
    1144 avaliações
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    Favoritos11Desejados2956Avaliaram1144

    Ao longo dos anos 1970, Michel Foucault dedicou seu trabalho no Collège de France à análise do lugar da sexualidade na sociedade ocidental, o que deu origem à História da sexualidade, em quatro volumes. Sua reflexão encontrou no sexo e na sexualidade a causa de todos os acontecimentos da vida social. O filósofo empreendeu uma pesquisa histórica, estabelecendo uma antropologia e uma análise dos discursos acerca desse tema tão fundamental para a condição humana. O primeiro volume, A vontade de saber, mostra que a sexualidade não foi reprimida com o capitalismo, depois de ter vivido em liberdade. Sua hipótese é de que, desde o século XVI – processo que se intensifica a partir do século XIX –, o sexo foi incitado a se manifestar por uma vontade de saber sobre a sexualidade, que é peça das estratégias de controle dos indivíduos e das populações características das sociedades modernas.

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    Carina de Luca picture
    Carina de Luca10/09/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O poder do sexo, o sexo do poder

    O livro é desconcertante, provocativo - não por falar de sexo, mas por mostrar o quanto estamos inseridos (há séculos) em uma sociedade que vincula sexo com poder. Foucault rompe paradigmas ao negar a ideia corrente de que por muito tempo a sexualidade foi reprimida. Ao contrário, diz o autor. Desde o século XVII, há um movimento constante e crescente que pede que nosso sexo seja exposto, julgado, avaliado, medido, controlado. Desde as confissões detalhadas aos inquisidores até às mais obscenas confissões no divã - há muito tempo que nos pedem o relato de nossa sexualidade. Não é de se estranhar, portanto, que hoje estejamos vivenciando uma sociedade tão erotizada. Outro pensamento interessante do filosófo são suas ideias acerca do que representa, de fato, a psicanálise e todo o aparato médico que visa legalizar nossos corpos, separando o que é normal do que é histeria, incesto, loucura. Foucault não é um escritor difícil; bem como em algumas canções infantis enumerativas (o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar), o autor brinca com a linguagem retomando a todo momento os argumentos já expostos acrescidos de mais um. Entretanto, ainda assim não sei se compreendi a parte final da obra - ainda que o filosófo dê uma ajuda com o uso que faz da língua, seus pensamentos são complexos, difíceis de assimilar. Entretanto, são igualmente recompensadores.

    31 curtidas

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