Eu havia decidido que não compraria e nem leria novos autores, seja por falta de tempo, dinheiro ou interesse. Eu queria focar naqueles autores que sigo e amo e que espero continuem a ser publicados entre nós. Mas, aí a Amazon manda uma newsletter com esse título e quem me conhece sabe que eu não resisto a um duque.
Fazer o quê? Comprei o ebook na pré-venda e simplesmente esqueci! Foi uma pré-venda bem pré mesmo.
Quando abri o Kindle lá estava o novo duque e com uma capa super caprichada, linda mesmo! Resolvi dar uma olhadinha durante o café da manhã quando todos estão dormindo e o silêncio é uma companhia muito apreciada e pronto! Deu match!
O quê uma autora desconhecida poderia usar para captar a atenção e o apreço de uma leitora cansada de romances históricos e com enredos super comuns?
Vou dizer:- ela tem que conseguir shippar imediatamente o casal principal. Se por um acaso eu antipatizar com um dos dois, já era o romance para mim.
“O Duque Que Eu Conquistei” foi uma surpresa, eu pensei que seria um romance gracinha, bem leve e relaxante, algo do tipo que costumo ler entre meus thrillers e suspenses para descontrair, e fui pega por um livro diferente... Mais adulto, com cenas de sexo exótico e masoquismo, que me deixaram pensativa sobre como o universo sexual de cada pessoa pode ser complexo. Como a aparência pode ser usada para mascarar a preferência de cada ser humano e que tudo está bem se não causar mal a ninguém.
Eu pensei que caminhava por uma narrativa próxima de um “50 Tons de Cinza” do século XVIII, mas, pelo menos para mim, naveguei por águas mais tormentosas.
O casal principal tem profundidade e coerência, com um desenvolvimento linear suave, contudo sempre crescendo em dramaticidade.
Os personagens periféricos foram coadjuvantes meteóricos, mas imagino que em um futuro próximo terão suas próprias estórias.
Por favor, Arqueiro, não me decepcione, ok?
Se eu fosse você daria uma chance para a Scarlett Peckham que acho que é mais do mesmo, porém bem mais interessante.