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    Prólogos, com um prólogo de prólogos (Biblioteca Borges) -

    Jorge Luis Borges

    Companhia das Letras
    2010
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788535916409
    Português Brasileiro
    4.1
    43 avaliações
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    Publicados esparsamente em jornais e revistas, esses prólogos apontam para uma forma inovadora de exercício crítico e revelam as escolhas surpreendentes de Borges como leitor. Em 1975, quando foram reunidos pela primeira vez os exercícios críticos que Borges vinha publicando desde a década de 1930 na imprensa de seu país, muito se revelou do pensamento do maior escritor argentino do século XX. De sua leitura depreende-se não só a impressionante erudição do autor, mas também sua curiosa variedade de leituras - dos poetas gauchescos argentinos a E. A. Poe, de Cervantes a Lewis Carroll, de Gibbon a Kafka. Redefinido por ele como uma "espécie lateral da crítica", o prólogo (normalmente um texto simples de apresentação) funcionou para Borges como instrumento incisivo de penetração na obra literária, revelando a teia subjacente de relações entre um livro e sua cultura, um autor e seus pares. Para o leitor, esses pequenos ensaios apresentam mais que o livro-tema: revelam o crítico literário de linguagem lapidar e bom humor convidativo que foi Borges. Somando-se aos 14 volumes da coleção Biblioteca Borges, que desde 2000 vem trazendo ao público as obras completas do autor, Prólogos, com um prólogo de prólogos convida o leitor a reviver o percurso de descobertas e surpresas trilhado pelo mestre argentino. Redefinido por ele como uma "espécie lateral da crítica", o prólogo (normalmente um texto simples de apresentação) funcionou para Borges como instrumento incisivo de penetração na obra literária, revelando a teia subjacente de relações entre um livro e sua cultura, um autor e seus pares. Para o leitor, esses pequenos ensaios apresentam mais que o livro-tema: revelam o crítico literário de linguagem lapidar e bom humor convidativo que foi Borges. Somando-se aos 14 volumes da coleção Biblioteca Borges, que desde 2000 vem trazendo ao público as obras completas do autor, Prólogos, com um prólogo de prólogos convida o leitor a reviver o percurso de descobertas e surpresas trilhado pelo mestre argentino.

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    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo profile picture

    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo

    Mais conhecido como Jorge Luis Borges, foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino. Em 1914 sua família se mudou para Suíça, onde ele estudou e viajou para a Espanha. Em seu retorno à Argentina em 1921, Borges começou a publicar seus poemas e ensaios em revistas literárias surrealistas. Também trabalhou como bibliotecário e professor universitário público. Em 1955 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina e professor de literatura na Universidade de Buenos Aires. Em 1961, destacou-se no cenário internacional quando recebeu o primeiro prêmio international de editores, o Prêmio Formentor. Seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente no Estados Unidos e Europa. Borges era fluente em várias línguas. Morreu em Genebra, na Suíça, em 1986. Sua obra abrange o "caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura". Seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph (1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios, religião, Deus. Seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". Os poemas de seu último período dialogam com vultos culturais como Spinoza, Luís de Camões e Virgílio. Sua fama internacional foi consolidada na década de 1960, ajudado pelo "boom latino-americano" e o sucesso de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. O escritor e ensaísta John Maxwell Coetzee disse sobre ele: "Ele, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos".

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    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo